NR18 – Construção

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NR13 – Vasos de Pressão

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Inspeção em Sistemas Fixos de Dilúvio para Proteção contra Incêndio

INTRODUÇÃO

De acordo com a Convenção nº 174 da OIT – Organização Internacional do Trabalho a expressão “acidente maior” designa todo evento subitâneo, como emissão incêndio ou explosão de grande magnitude, no curso de uma atividade em instalação sujeita a riscos de acidentes maiores, envolvendo uma ou mais substâncias perigosas e que implica grave perigo, imediato ou retardado, para os trabalhadores, a população ou o meio ambiente. De modo a evitar a ocorrência desses eventos, cada vez mais tecnologias vêm sendo desenvolvidas. Uma das tecnologias empregadas está na utilização de água pulverizada (dilúvio) para resfriamento de equipamentos com características de alto risco dentro do processo de produção.

Internacionalmente, como norma para sistemas fixos de pulverização de água tem-se utilizado a NFPA 15 – Standard for Water Spray Fixed Systems for Fire Protection. A norma estabelece os requisitos mínimos para a concepção, instalação e ensaio de aceitação do sistema de sistemas fixos de pulverização de água para serviço de proteção contra incêndios e os requisitos mínimos para o ensaio periódico e manutenção de sistemas fixos de ultra-alta velocidade de pulverização de água. Estes devem ser especificamente concebidos para proporcionar uma proteção eficaz contra incêndios, extinção, prevenção ou exposição.

SISTEMAS FIXOS DE PULVERIZAÇÃO E SEUS COMPONENTES

De acordo com a NFPA 15, os sistemas fixos de pulverização de água devem ser especificamente concebidos para assegurar uma proteção eficaz contra incêndios, extinção, prevenção ou proteção contra a exposição. Estes podem ser independentes ou complementares de outras formas de proteção. A concepção de sistemas específicos pode variar consideravelmente, dependendo da natureza do perigo e dos objetivos básicos da proteção. Devido a essas variações e à ampla escolha das características dos bicos de pulverização, esses sistemas devem ser projetados, instalados e mantidos com competência. Deve ser essencial que suas limitações, bem como suas capacidades, sejam completamente compreendidas pelo projetista.

Ainda conforme a NFPA 15, a pulverização de água é aplicável à proteção de perigos e equipamentos específicos e deve ser permitida a sua instalação independente ou complementar de outras formas de sistemas ou equipamentos de proteção contra incêndios. A proteção por pulverização de água é aceitável para a proteção de perigos envolvendo cada um dos seguintes grupos:

a) Materiais inflamáveis gasosos e líquidos;

b) Perigos elétricos como transformadores, interruptores de óleo, motores, cabos e bandejas;

c) Combustíveis comuns, como papel, madeira e têxteis;

d) Alguns sólidos perigosos, tais como propulsores e pirotécnicos, e;

e) Atenuação de vapor.

Os principais itens constantes em um Sistema de Pulverização de Água, de acordo com a NFPA 15 são: Bicos de Pulverização; Tubulações; Acessórios; Processo de Fabricação e Suportação; Válvulas, Manômetros e filtros e Alarmes

Ainda de acordo com a NFPA 15, todos os componentes devem ser coordenados para fornecer sistemas completos e somente materiais e dispositivos listados na norma devem ser usados na instalação de sistemas de pulverização de água.

Somente novos materiais e dispositivos devem ser empregados na instalação de novos sistemas de pulverização de água. É permitida a utilização de válvulas e dispositivos recondicionados, com exceção dos bicos de pulverização automática de água, que devem ser substituídos.

Os componentes do sistema instalados no exterior, ou na presença de uma atmosfera corrosiva, devem ser construídos com materiais resistentes à corrosão ou protegidos adequadamente contra a corrosão. Estes devem ser dimensionados para a pressão de trabalho máxima a que estão expostos, mas não inferior a 12,1 bar (175 psi).

ASPECTOS IMPORTANTES A SEREM CONSIDERADOS NA INSPEÇÃO

A norma NFPA 25 – Standard for the Inspection, Testing, and Maintenance of Water-Based Fire Protection Systems fornece instruções para a realização de inspeções, manutenção e teste em sistemas de proteção contra incêndio a base de água. Ela também fornece a frequência com que são necessárias essas atividades, os requisitos para os procedimentos de desativação, processos de notificação e de restauração desses equipamentos.

A NFPA 25 define que os componentes e as frequências de inspeção, teste de operação e procedimento de manutenção de cada um destes. Também é citado por esta que, itens em áreas que são inacessíveis por considerações de segurança devido a fatores tais como operações de processo contínuo e equipamento elétrico energizado devem ser inspecionados durante cada parada programada, mas não mais que a cada 18 meses. Esse tipo de situação é presente em refinarias e petroquímicas, por exemplo, que possuem regime de produção ininterrupto durante o tempo. Abaixo segue tabela mostrando os itens a inspecionar, a sua frequência de inspeção e observações sobre cada um deles.

CONCLUSÕES

A inspeção nos mostra diversos aspectos relevantes que podem contribuir na confiabilidade do sistema. Ainda existem aspectos que podem revelar erros durante a concepção do projeto ou ainda erros durante a execução do projeto na planta. Alguns desses erros inclusive podem somente se mostrar durante o tempo. Podemos citar como principais não-conformidades, problemas relacionados a identificação sejam nas tubulações ou acessórios, desalinhamentos provocados por problemas de suportação, ausência de estanqueidade nas válvulas provocando passagem de água no sistema, entupimento dos bicos devido as características próprias da instalação, entre outros.

Devido a baixa utilização e necessidade de se manter alta confiabilidade, os prazos de inspeção deve ser seguidos rigorosamente. A experiência nos mostra que em muitos casos os recursos para combate e mitigação de emergências são os únicos capazes de interromper os sinistros em desenvolvimento. Alia-se a isso, a ação do homem e realizar a operação correta desses recursos para melhor eficácia durante sua atuação.

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A Atuação da Segurança do Trabalho em Espaços Confinados – NR 33

A segurança do trabalho exige muito conhecimento, afinal, são diversos tipos de ambientes de trabalho com diferentes riscos ambientais.

Você sabe como é o trabalho em Espaço Confinado? Como podemos proteger o trabalhador ao realizar as tarefas neste local? Vamos compreender quais são as medidas que o empregador deve tomar para garantir a proteção dos trabalhadores.

NR 33 – Segurança e Saúde nos Trabalhos em Espaço Confinado

Para assegurar a proteção dos colaboradores, primeiramente, é preciso conhecer a NR 33 que fala sobre o trabalho em espaço confinado e estabelece as principais medidas de segurança para realizar as atividades profissionais de maneira segura. Vejamos o que diz a norma regulamentadora nº 33:

Espaço Confinado é qualquer área ou ambiente não projetado para ocupação humana contínua, que possua meios limitados de entrada e saída, cuja ventilação existente é insuficiente para remover contaminantes ou onde possa existir a deficiência ou enriquecimento de oxigênio.

Exemplos de ambientes de trabalho nestas condições:

O espaço confinado se apresenta em diversos setores do nosso país, como construção civil, indústria alimentícia, indústria naval, agricultura, agro-indústria, siderúrgicas, metalúrgicas, entre outros. É preciso muita atenção e treinamento para exercer as atividades neste local de trabalho, por isso, o treinamento e conhecimento são fundamentais para o trabalhador realizar as tarefas com tranquilidade e segurança. Portanto, todos os setores que realizam o trabalho em espaço confinado devem cumprir a NR 33 com as obrigações dos empregadores e empregados, assim como outras legislações sobre o assunto como ABNT, NBR, por exemplo.

A norma regulamentadora 33 fala sobre alguns itens necessários para a segurança do trabalho dos colaboradores nestes ambientes, como:

Objetivo e Definição, Responsabilidades do empregador e do empregado, Medidas Administrativas, Gestão de Segurança e Saúde em Espaço Confinado, PET – Permissão de Entrada e Trabalho, Capacitação para trabalhos em Espaço Confinado, Emergência e Salvamento.

Como já mencionado anteriormente, é essencial a realização de treinamento para a capacitação dos colaboradores envolvidos, tantos dos supervisores, vigias e os trabalhadores autorizados. Pois, encontramos diferentes tipos de riscos ambientais que devem ser de conhecimento de todos, assim como, as medidas de segurança e prevenção de acidentes de trabalho.

Equipamentos para o Trabalho em Espaço Confinado

Os EPIs são peças fundamentais para proteger o trabalhador durante a jornada de trabalho. Por este motivo, identificar os Equipamentos de Proteção Individual adequados e apresentar a maneira correta de utilização, é de extrema importância para reduzir ou até mesmo eliminar os riscos existentes.

Veja os principais equipamentos de segurança que serão necessários para o cumprimento dos trabalhos em Espaço Confinado:

Cinto de Segurança para Espaço Confinado, Tripé com Suporte para Ancoragem, Soprador Pneumático, Placas de Sinalização, Insuflador/Exaustor, Duto para Insuflador/Exaustor, Guincho sobe e desce, Aparelho de Detecção de Gases.

O reconhecimento dos riscos no espaço confinado é obrigatório para que seja possível estabelecer as medidas de proteção ideais para combater os agentes ambientais.

Lembrando que, muitas vezes, não conseguimos enxergar o risco visualmente, pois o mesmo, pode ser imperceptível aos nossos olhos, como no caso dos gases. Neste caso, os detectores de gases irão auxiliar o profissional da segurança do trabalho à identificar e avaliar o nível de exposição dos riscos encontrados.

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Investigação de dose radiológica em ambiente hospitalar

Em continuidade ao nosso último post sobre o tema (neste artigo), independente do limite de dose adotado, seja este o limite Legal ou nível mais restritivo como tratativa interna da sua empresa, é importante que sejam investigados os motivos que levaram ao resultado desta mensuração.

Consideremos que a dose elevada é um evento isolado, destoando da realidade rotineira do trabalhador. Neste caso, algumas variáveis importantes devem ser levadas em consideração, é claro que aqui trazemos apenas um exemplo para lhe provocar a melhorarmos a ideia e aprendermos juntos. Portanto, algumas perguntas podem lhe auxiliar durante o processo de identificação das causas.

  • Quem é o funcionário?
  • Qual o horário de trabalho?
  • Ele cumpre a determinação de 24h/semanais?
  • A equipe deste plantão está completa?
  • O histórico de exames mostra algum pico de atendimentos no período da dose elevada?
  • Há sinais de desentendimento entre profissionais no período?
  • No setor de achados e perdidos da unidade, encontraram algum dosímetro?
  • Algum colega de setor deste trabalhador encontrou seu dosímetro perdido na sala?
  • Este trabalhador leva o dosímetro para outro vínculo?
  • Durante os procedimentos, nos momentos em que o ambiente está irradiado, ele se mantém na sala de comando, com a porta fechada?
  • Existe isolamento radiométrico entre a sala de exame e a sala de controle?
  • Se o trabalhador atua em mais de uma instituição, ele também possui dosímetro lá?
  • Este outro vínculo foi acionado para verificar se também existe dose a ser somada?
  • Existem equipamentos de proteção individual disponíveis?
  • Consta evidência física/documental de que este funcionário dispõem dos itens?
  • Poderíamos ficar aqui sugerindo uma infinidade de questionamentos, mas acredito que já seja de grande valia, caso queira sugerir mais apontamentos utilize os comentários, seria muito interessante!

Algo importante de se considerar é que a documentação do trabalhador (de RH, Eng Seg Trab e Med Trab) com exposição a radiação ionizante, entre elas, as investigações de doses, devem ser arquivadas durante seu vínculo de trabalho e no mínimo mais 30 anos após seu desligamento ou troca de função na qual não haja exposição. (NR32.4.7)

A portaria 453 determina (3.43 – alínea E) determina que, diante do uso dos EPI o dosímetro seja utilizado sobre o avental e, havendo é claro disponível a proteção em condições de uso, a dose pode ser dividida por 10, resultando na dose efetiva. No caso exemplificado no formulário que lhe disponibilizaremos, apontamos 1,2 mSv o qual neste caso passará a representar 0,12 mSv.

Com o resultado da dose efetiva abaixo dos limites de exposição, a documentação pode ser preenchida e assinada com o relato do funcionário e de uma testemunha, a qual recomendamos que seja acompanhada por um cipeiro.

Aqui na empresa, temos o hábito de (ainda que a dose efetiva não ultrapasse o limite) coletar a assinatura dos coordenadores de segurança do trabalho e da medicina do trabalho para fins de registro e informação. (engenheiro e médico do trabalho respectivamente)

Caso os limites sejam ultrapassados mesmo após o fator de correção, encaminhamos a documentação igualmente preenchida para a medicina do trabalho para as tratativas clínicas de exames e, se necessário o afastamento do trabalhador da exposição, não necessariamente do trabalho, para fins de “diluir” esta dose no ano.

Identificado o motivo da elevação da dose, acionamos o setor envolvido, seja a coordenação do setor de diagnóstico por imagem para intervenções administrativas ou mesmo o setor de engenharia clínica para ações corretivas.

Além de solicitarmos o acompanhamento de um cipeiro na investigação, outra coisa que é prudente, é informarmos a CIPA quando deste tipo de ocorrência, para que todo o grupo seja informado e nos auxiliem a policiar quando houver uso dos dosímetros em ambientes não ligados as atividades ou mesmo, que a equipe esteja dentro do local de trabalho sem portar o mesmo.

Obviamente, nossa atuação deve ser prevencionista, monitorando as atividades, as proteções, manutenções, testes de radiação de fuga, levantamento radiométrico, controle de qualidade, manutenções preventivas e os treinamentos obrigatórios, a fim de estabelecer uma cultura na equipe envolvida que evite o excesso de dose.

Abaixo lhe fornecemos um modelo simples para ser utilizado na sua investigação de doses, o qual pode ser criticado e melhorado.

A propósito, você sabia que dosímetro não é EPI?
Falaremos disso em outro post sobre o assunto.

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Fontes:

PORTARIA 453, de 01 de junho de 1998

Portaria 3.214/78 – Norma Regulamentadora 32

Norma CNEN NN 3.01 – Diretrizes Básicas de Proteção Radiológica

A Importância do SDAI e Equipamentos de Segurança Contra Incêndio nas Edificações.

Incêndio é coisa séria, a melhor forma de se combater um incêndio é com medidas preventivas, além é claro, de equipamentos de segurança contra incêndio.

Entretanto, você sabe quais os principais equipamentos de segurança contra incêndio existentes, e quais as suas funções?

Neste artigo, além de apresentarmos os principais itens de segurança contra incêndio, faremos uma breve explanação de cada um deles.

Mangueiras de Incêndio

Todo prédio bem estruturado e dentro das normas de segurança possui abrigos para mangueiras de incêndio. Existem cinco tipos de mangueiras e seus diâmetros são variados, sendo eles 2.1/2” e 1.1/2”. As mangueiras de incêndio canalizam a água propiciando um controle do incêndio ao direcionar o jato d’água.

Atualmente contamos com cinco tipos de mangueiras:

  • Tipo nº 1: Predial

Destina-se a Prédios e Residências, possui pressão máxima de 10kgf /cm2.

  • Tipo nº 2: Industrial

Destina-se a Indústria, possui pressão máxima de 14kgf/mc2.

  • Tipo nº 3: Indústria Naval

Destina-se a Indústria Naval / Corpo de bombeiros, possui pressão máxima de 15 kgf/cm2.

  • Tipo nº 4: Corpo de Bombeiros / indústria Petroquímica

Destina-se ao Corpo de Bombeiros e Indústrias Petroquímicas, possui pressão de 15kgf /cm2.

  • Tipo nº 5: Resistência a Abrasão e Superfícies Quentes

Indústria Pesada / Corpo de Bombeiros, possui pressão de 14kgf/cm2.

Extintores de Incêndio

É o equipamento de segurança contra incêndio mais acessível e também o mais conhecido. O seu funcionamento baseia-se em uma pressão interna do recipiente, contendo água, pó ou qualquer componente químico destinado ao combate ao foco do incêndio.

Fácil de manusear, é utilizado para o combate a princípios de incêndio.

Seu funcionamento é basicamente simples:

1º Verificar através do manômetro se o equipamento encontra-se pressurizado;

2º Retirar o lacre e o pino de segurança;

3º Direcionar o jato ao foco do incêndio, e apertar o gatilho.

Vale lembrar que, cada extintor recebe uma classificação com o seu modelo e sua indicação para qual tipo de classe de incêndio é indicado. É de extrema importância obedecer a sua finalidade específica no combate ao incêndio.

Sinalização de Emergência

Em tratando-se de evitar focos de incêndio e principalmente de salvar vidas, talvez este seja um dos itens mais importantes. A Sinalização de Segurança.

Em termos simples, o objetivo da sinalização é gerar um conjunto de estímulos com o intuito de informar uma pessoa sobre qual a melhor conduta a se tomar diante de uma condição e ou situação. E esta comunicação quando bem empregada, salva vidas e evita até mesmo grandes desastres.

As sinalizações podem ser indicativas de rotas de fuga e/ou indicativas de equipamentos de prevenção e combate à incêndio.

Sistemas de Detecção e Alarme de Incêndio

O sistema de detecção e alarme de incêndio é extremamente importante para garantir a segurança e prevenção contra incêndios em diversos locais, principalmente em lugares com grande circulação de pessoas como: escolas, prédios, galpões, indústrias e etc., são apenas alguns exemplos de onde o sistema de detecção e alarme de incêndio pode ser implantando.

Basicamente, um sistema de detecção e alarme de incêndio conta com um conjunto de acessórios que juntos fazem a segurança e prevenção dos incêndios. Existem diferentes tipos de sistema de detecção e alarme de incêndio. Alguns podem ser convencionais, digitais, analógicos ou endereçáveis. Os equipamentos são elaborados de acordo com o local a ser instalado, mas, todos são programados para oferecer total eficiência e qualidade.

O sistema de detecção e alarme de incêndio é composto por:

1- Central de Alarme: os sistemas de detecção de incêndio são compostos por detectores automáticos. Estes detectam várias ocorrências, como o fumaça, chamas ou calor. Por sua vez, a central de incêndio recebe os sinais dos detetores automáticos, na sequência, envia informações para os dispositivos de sinalização audiovisual ou sonora, como sirenes e luzes de emergência.

2- Detectores de Fumaça e Temperatura: instalados estrategicamente no ambiente, detectando a presença irregular de fumaça ou calor no local através de dispositivo automático. Esses equipamentos funcionam integrados a uma central de detecção, que recebe esses alertas acionando os alarmes e outros acessórios do sistema de detecção e alarme de incêndio.

3- Sprinklers: é um dispositivo comumente utilizado no combate a incêndios. Ele é composto de uma “armadura” e um elemento sensível, chamado bulbo. No interior do bulbo um líquido se expande a uma determinada temperatura de maneira que a cápsula seja rompida, quando um incêndio for iniciado, liberando a água para atuar no combate. As temperaturas nominais mais utilizadas no Brasil são: 68°C, 79°C, 93°C e 141°C.

 

 

Dentro da linha de equipamentos fixos de combate a incêndios, os sprinklers tem se mostrado um dos meios mais eficientes e econômicos, que podem diminuir os prejuízos à sua propriedade. Talvez, seja porque são sistemas anti incêndios que funcionam sem a necessidade da ação humana imediata, já que são instalados nos ambientes, produzindo sua “chuva” característica quando a temperatura atinge níveis elevados.

4- Acionador Manual: é um dispositivo que pode ser acionado manualmente por qualquer pessoa. Ele deve ser utilizado quando o foco de incêndio não for identificado de imediato por outros dispositivos, tais como: detectores de fumaça. Por esse motivo, deve ser instalado em pontos estratégicos de paredes e corredores, a uma altura padrão, acessível para qualquer indivíduo. Existem diferentes modelos de acionadores disponíveis no mercado, que podem ser escolhidos conforme a necessidade da aplicação.

O mais conhecido é aquele que possui uma pequena tela de vidro, que deve ser quebrada com um martelinho para disparar o comunicado. Contudo, modelos mais modernos também estão se popularizando no mercado e exigem apenas que um botão já centralizado seja apertado ou puxado para sinalizar a central.

5- Sinalizadores Audiovisuais ou Sirenes: pode ser compreendido como uma adição importante a qualquer sistema anti-incêndio, pois tem função de alertar e de orientar uma rápida evacuação do local. Este equipamento pode ser sonoro ou audiovisual. Este sistema possui função dupla para proteção e orientação de ambientes em casos de incêndio, e pode ser definido como um sistema de luzes e sons que são emitidos a partir da detecção de sinais de fumaça, incêndios e até mesmo na eventualidade de abandonar a edificação.

6- Sistema de Pressurização de Escadas de Emergência: tem como principal objetivo manter o local livre de fumaça e gases tóxicos, conforme determina a Instrução Técnica Nº 13/2018 do Corpo de Bombeiros da Polícia Militar do Estado de São Paulo.

Com a atuação deste sistema a escada de emergência fica livre de fumaça mesmo com a ocorrência de um incêndio, facilitando a saída das pessoas que se encontram no edifício e evitando intoxicações que podem até levar à morte por asfixia. Esse sistema ainda permite que os militares do Corpo de Bombeiros tenham fácil acesso para combater o fogo.

O sistema de pressurização de escadas é composto por ventiladores com motor elétrico, que são montados em um local isolado e onde o ar externo pode ser captado por venezianas equipadas com filtros metálicos com a finalidade de reter partículas grossas como poeiras. A ventilação é realizada por grelhas de insuflamento, que são colocadas separadamente nos andares de modo alternado. Todos os pontos de saída precisam ser balanceados para permitir que todo o ar saia corretamente de cada grelha.

Para que a pressurização da escada de incêndio seja perfeita, são necessários quatro elementos essenciais: sistema de acionamento pelo Sistema de Detecção de Alarme e Incêndio (SDAI), captação do ar externo mecanicamente, insuflamento de ar e fonte de energia garantida.

Outro ponto chave desse processo é a fonte de energia, pois o fornecimento de energia elétrica é fundamental para que o sistema possa oferecer a segurança na evacuação do edifício. Além da fonte de energia principal, é necessário que exista uma fonte de emergência para se a primeira não funcionar.

O sistema de detecção e alarme de incêndio pode ser convencional, analógico ou programado a partir de endereços, configurados a pedido do cliente, para que os sinais sejam enviados para locais específicos”.

Iluminação de Emergência

A Iluminação de Emergência diz respeito aquelas lâmpadas que são acionadas quando por algum motivo, a energia elétrica é interrompida. Em locais com mais de um pavimento e com grande movimento de pessoas é obrigatório este tipo de equipamento de segurança.

Este equipamento visa iluminar o caminho em casos de incêndio.

Portas Corta-Fogo

A porta corta-fogo, também conhecida como PCF é uma porta utilizada com a finalidade de garantir a proteção contra incêndios realizando a compartimentação entre ambientes, justamente por isso elas são resistentes ao fogo. Além do fogo, ela impede a passagem da fumaça e facilita a fuga e o resgate de pessoas.

Esta porta é comum em shoppings centers, prédios, teatros, cinemas e outras construções. É requerida em edifícios comerciais ou residenciais, casas, instalações industriais, marítimas, dentre outros projetos. É considerado um produto seguro, entretanto, se não for realizado teste de qualidade sua eficácia pode ser comprometida até mesmo pelo seu uso inadequado.

Sempre aconselhamos a buscar orientações de especialistas da área antes de fazer o seu projeto. Incluir todos os itens obrigatórios desde o inicio do projeto evita problemas futuros, reduzindo os custos finais com o planejamento.

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ALOHA: Software Gratuito para Análise de Consequências de Acidentes Industriais

A análise de consequências e vulnerabilidade é um estudo realizado por intermédio de modelos matemáticos para a previsão dos impactos danosos às pessoas, instalações e ao meio ambiente, baseado em limites de tolerância estabelecidos para os efeitos de sobrepressão advinda de explosões, radiações térmicas decorrentes de incêndios e efeitos tóxicos oriundos da exposição a uma alta concentração de substâncias químicas por um curto período de tempo. De modo a facilitar o estudo, existem no mercado diversos softwares que auxiliam na análise de vulnerabilidade dos mais diversos cenários.

Pode-se citar o software de domínio público, chamado ALOHA – Areal Locations of Hazardous Atmospheres editado pela NOAA – National Oceanic and Atmospheric Administration (EUA). Sua finalidade principal é fornecer estimativas para o pessoal de resposta a emergências da extensão espacial de alguns perigos comuns associados a vazamentos de produtos químicos. A equipe de desenvolvimento reconhece que o ALOHA pode ser uma ferramenta apropriada para treinamento e planejamento de contingência, fornecendo estimativas da extensão espacial de alguns dos perigos associados à liberação acidental de curto prazo de produtos químicos voláteis e inflamáveis. O ALOHA lida especificamente com os riscos para a saúde humana associados à inalação de vapores químicos tóxicos, radiação térmica de incêndios químicos e os efeitos da onda de pressão das explosões de nuvens de vapor. Na abaixo há um fluxograma de simulação do ALOHA.

O ALOHA usa uma interface gráfica para entrada de dados e exibição de resultados. A área onde existe a possibilidade de exposição a vapores tóxicos, uma atmosfera inflamável, sobrepressão de uma explosão de nuvem de vapor ou radiação térmica de um incêndio é representada graficamente como zonas de ameaça. As zonas de ameaça representam a área em que a exposição no nível do solo excede o nível especificado pelo usuário em algum momento após o início de uma liberação. Todos os pontos dentro da zona de ameaça experimentam uma exposição transitória excedendo o nível de preocupação em algum momento após a liberação; é um registro da exposição máxima prevista ao longo do tempo. Em alguns cenários, o usuário também pode visualizar a dependência de tempo da exposição em pontos especificados.

Na figura a seguir, há exemplos de gráficos de saída do ALOHA. À esquerda, há um gráfico apresentando a zona circular de ameaça de radiação térmica estimada para um Bleve (explosão do vapor de expansão de um líquido sob pressão, em português). Já à direita, o gráfico de ponto de ameaça mostra o nível de concentração tóxica ao longo do tempo em um local específico; as linhas horizontais mostram como a concentração se compara aos níveis tóxicos de preocupação escolhidos.

O ALOHA ainda permite exportar os dados para dois programas georreferenciamento: o Marplot e o Google Earth. No primeiro, após a instalação, é possível importar as zonas de ameaça podendo vincular essas informações com um outro banco de dados utilizado pelo ALOHA (CAMEO Chemicals). Já o segundo, você pode exportar de forma mais simples para o software Google Earth através das coordenadas geográficas definidas previamente. Abaixo, do lado esquerdo temos uma simulação via Marplot e a direita através do Google Earth.

Abaixo seguem links para baixar os softwares e alguns outros documentos para entender melhor como utilizar a aplicação. Clique sobre os títulos para acessar as páginas:

  1. Páginas para download do ALOHAMARPLOT e Google Earth.
  2. Documentação Técnica do ALOHA e exemplos de simulações.
  3. Vídeos de demonstração: vídeo 1vídeo 2vídeo 3.

PS: Os conteúdos são em inglês ou espanhol, mas utilizando algum tradutor online, como o Google Tradutor é possível utilizar os programas sem maiores problemas.

Bons estudos!

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Saiba mais sobre o derrame cerebral, a principal causa de incapacidade de trabalhadores em todo o mundo

O AVC – Acidente Vascular Cerebral, popularmente conhecido como derrame cerebral, é uma emergência cardiovascular, ou seja, ocorre devido a problemas no sistema circulatório e atinge os vasos sanguíneos do encéfalo (composto tronco cerebral, cerebelo e cérebro, daí a atualização do nome para Acidente Vascular Encefálico – AVE).

O cérebro funciona a partir de impulsos elétricos e, para que ele consiga desempenhar bem o seu papel de controlar o sistema nervoso, ele depende de oxigênio, que chega às células por meio do sangue através dos vasos sanguíneos. Quando, por algum motivo, o sangue não chega à essas células, temos um derrame.

Existem dois tipos de AVC: o isquêmico, que é quando um entupimento das artérias do encéfalo interrompe o fluxo sanguíneo, levando o tecido não irrigado a uma necrose, ou o hemorrágico, que é quando um destes pequenos vasos que irrigam o encéfalo se rompe, causando uma hemorragia (o que leva a um aumento da pressão intra craniana).

Tipos de AVC
Na ilustração à esquerda, temos o AVC isquêmico, que leva à uma necrose do tecido. Já à direita, temos uma hemorragia devido o rompimento de um vaso sanguíneo.

– AVC em números

O AVC é a emergência cardiovascular que mais mata no Brasil (em segundo lugar está o IAM – Infarto Agudo do Miocárdio), e é a principal causa de incapacidade de trabalhadores em todo o mundo. Até mesmo doenças temidas como o câncer ou o AIDS – Síndrome da Imunodeficiência Adquirida estão atrás dele.

Dados da OMS – Organização Mundial da Saúde mostram que 16 milhões de pessoas são afetadas todos os anos, sendo que 6 milhões morrem. Cerca de 70% das pessoas não retornam às suas atividades devido sequelas, e 50% ficam dependentes de outras pessoas no dia a dia.

Os casos mais comuns de derrame são do tipo isquêmico: representam 85%, e a previsão, segundo a World Stroke Organization (Organização Mundial do AVC) é que uma a cada seis pessoas no mundo terão um AVC ao longo da sua vida.

– Fatores de risco

Diabetes (nível de açúcar no sangue elevado), tabagismo (responsável por 25% dos casos), sedentarismo, má alimentação, hipertensão e colesterol alto são fatores que contribuem para o aumento das chances de uma pessoa sofrer um derrame. Logo, ter uma alimentação saudável, manter o peso ideal, fazer atividades físicas e não fumar previne a doença.

– Reconhecendo um AVC

Quanto mais cedo uma vítima de AVC for atendida, maiores são as chances de sobrevivência e o não desenvolvimento de sequelas.

A vítima de AVC pode apresentar, além da dor de cabeça súbita, dificuldade para falar, movimentar-se, fazer força e até mesmo desmaiar.

Para facilitar a rápida identificação, devemos nos lembrar da palavra SAMU, onde faremos a seguinte analogia:

S = SORRIR: peça para que a vítima dê um sorriso. Nesse caso a, a vítima deve perder a expressão facial, ficando com a boca torta;

A = ABRAÇAR: peça para que a vítima dê um abraço em você. Ela não terá força para elevar os braços, e caso consiga, eles ficarão desalinhados;

M = MENSAGEM: neste momento, a vítima deverá falar uma frase. Geralmente há uma dificuldade em falar palavras difíceis e a vítima pode ate mesmo apresentar-se confusa;

U = URGÊNCIA: por fim, ao apresentar um destes sintomas, você pode estar diante de uma vítima de AVC, estando diante, portanto, de uma urgência. Ligue imediatamente para o SAMU, através do telefone 192 e peça ajuda!

Palavra SAMU pode ser utilizada para ajudar a identificar uma vítima de derrame

– Primeiros socorros

Após acionar o serviço de emergência, você deve deixar a vítima deitada com a cabeça elevada, diminuindo assim o fluxo sanguíneo na cabeça. Coloque a cabeça de lado para escoar fluídos e a mantenha aquecida.

Caso a vítima desmaie, coloque-a em posição de recuperação, que consiste em lateraliza-la, facilitando a respiração e evitando a broncoaspiração de líquidos.

Posição de recuperação
Posição lateral de segurança ou posição de recuperação facilita a respiração e evita a broncoaspiração de líquidos.

Se necessário, aplique as manobras de RCP – Reanimação Cardiopulmonar. Faça 120 compressões por minuto no centro do tórax, entre a linha dos mamilos, comprimindo o mais forte possível.

 

Investigação de Acidentes

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NR05 – CIPA

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