Sinalização contra Incêndio e Pânico: O que preciso saber?

Qual a garantia de que seus colaboradores estão protegidos de episódios de incêndio que possam ocorrer na empresa? Mesmo que as medidas necessárias para evitar tais ocorrências sejam tomadas, é necessário considerar que não é possível ficar totalmente imune a elas.

Qualquer edificação precisa contar com sinalizações específicas para casos de incêndio e pânico, tanto em suas dependências internas quanto externas. Diversas definições podem ser aplicadas, para melhor viabilizar a qualidade das sinalizações, sendo as principais delas:

Atenuação: pigmentos fotoluminescentes e quaisquer produtos que contam com eles em sua composição, precisam ter sua luminância reduzida;

Camada de Proteção: se um revestimento conta com proteção contra raios ultravioletas ou abrasão, por exemplo, uma camada deve ser aplicada sobre o revestimento, de modo a potencializar a proteção;

Elemento de Sinalização: é um conjunto composto por substrato, revestimento e camada de proteção;

Ensaio de Rotina: é necessário avaliar se determinado material está em condições propícias de utilização;

Ensaio de Tipo: no momento da validação de um produto ou quando ocorre uma mudança na produção ou matéria-prima, deve haver uma verificação de conformidade dos requisitos;

Iluminância: é a avaliação do fluxo luminoso presente em cada superfície iluminada;

Os elementos de sinalização são submetidos a testes de conformidade, a partir dos quais se determina a segurança e a garantia em utilizá-los.

Para comprovar que os materiais utilizados atendem a todas as legislações vigentes, são emitidos laudos em laboratórios credenciados. Para isso, algumas exigências principais precisam ser cumpridas. Entre as principais, podemos citar a propagação da chama e a resistência a itens como agentes químicos, lavagem, água, detergentes, sabão, óleo comestível, gordura, névoa salina, intemperismo e efeito fotoluminescente.

Quais são as principais especificações para as sinalizações contra incêndio e pânico?

As placas de sinalização devem ser visíveis e em sua face apresentar o nome, logotipo ou CNPJ do fabricante. Adicionalmente, os elementos de sinalização com características fotoluminescentes devem apresentar os seguintes dados:

  • intensidade luminosa em milicandelas por metro quadrado, a 10 min e 60 min após a remoção de excitação da luz 22ºC +/- 3ºC (mínimo aceitável 140/20);
  • tempo de atenuação, em minutos, a 22 ºC +/- 3 ºC (mínimo aceitável 1800);
  • cor durante excitação (K = cor verde);
  • cor da fotoluminescência (W = branca).

Para as sinalizações complementares de indicação continuada de rota de saída (próxima ao solo), devem apresentar os seguintes parâmetros técnicos mínimos: 20/2,8 – 340 – K – W.

Representação em Planta

As sinalizações devem ser representadas em plantas baixas de planos e projetos, conforme especificado no item 6.1.1 da NBR 13.434/2004, Parte 1.

Isso é feito por meio de uma circunferência partida horizontalmente ao meio, sendo que na parte superior deve constar o código do símbolo, conforme item 5 da NBR 13.434/2004, Parte 2. Na parte inferior, devem constar suas dimensões em milímetros, conforme Tabela 1 da mesma norma.

Dimensões dos Sinalizadores

Para o cálculo das dimensões das placas e do tamanho da letra das sinalizações, deve-se observar a relação abaixo:

  • Dimensões de placas

A > L²_

A = área da placa em metros quadrados.

L = distância do observador diante da placa, em metros.

Essa relação é válida para distâncias mínimas de 4 m e máximas de 50 m.

  • Dimensões de letras

h > L

h = altura da letra em metros.

L = distância do observador diante da placa, em metros.

Como uma empresa pode se adaptar as regras de sinalizações?

Quando um imóvel é construído para fins comerciais, existem algumas determinações a serem cumpridas, como as que dizem respeito a escadas de segurança, compartimentação horizontal (para estabelecimentos como shopping centers, por exemplo), controle de fumaça, sistema de hidrantes e rotas de fuga.

Caso ocorram ampliações ou unificações posteriores, tais áreas também precisam ser levadas em conta nessa análise.

Além disso, itens como extintores de incêndio, alarmes de incêndio, iluminação de emergência, sinalização de emergência, brigada de incêndio e saídas de emergência são fundamentais para que o funcionamento seja autorizado.

O mais importante, entretanto, é adquirir sinalizações fotoluminescentes de uma empresa que tenha os laudos realizados em laboratórios credenciados, comprovando que atendam todos os requisitos exigidos na NBR.

Como funciona a inspeção e manutenção das placas de sinalização de incêndio e pânico?

Quando o Corpo de Bombeiros efetua a vistoria no local, verifica se as placas estão de acordo com o projeto e se o material atende a todas as exigências da NBR. Caso seja constatado que a sinalização não está em conformidade, o bombeiro comunica o responsável, oferecendo um novo prazo para que a correção das inconformidades ou troca do material seja efetuada.

Como se pode ver, a adequação das sinalizações passa a ser uma medida de segurança indispensável. Quando bem aplicada, a sinalização permite a evacuação do imóvel e a localização dos equipamentos de combate a incêndio.

Cabe ressaltar também que, caso a edificação conte com brigadistas e/ou bombeiro civil, as inspeções e manutenções das placas de sinalização são de responsabilidade destas equipes.

É natural que, diante de tal ocorrência, as pessoas entrem em pânico. É aí que a correta sinalização da rota de fuga evita que acabem se deslocando para locais ainda mais perigosos.

 

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Engasgo: O que é, como identificar e o que fazer!

O que é engasgo?

Denominamos engasgo quando ocorre o bloqueio da traqueia ( órgão responsável em enviar e retirar o ar dos pulmões) por um objeto estranho, por vômito ou até mesmo sangue. Fisiologicamente, a traqueia é frequentemente protegida pela epiglote, esta nada mais serve como uma porta que abre e fecha, conforme a necessidade de ar. Assim, quando ocorre a passagem de ar, a epiglote permanece aberta, porém quando ocorre a alimentação, a epiglote é fechada, impedindo que qualquer alimento ou corpo estranho, alcance a traqueia e, posteriormente, os pulmões.

Dessa forma, quando a epiglote falha em sua função, os alimentos, líquidos ou qualquer tipo de objeto estranho, ultrapassa a epiglote, alcançando a traqueia, ocasionando o bloqueio do ar. Por isso que, em alguns casos, o engasgo pode levar à morte por asfixia e, às vezes, pode até deixar a pessoa parcialmente ou totalmente inconsciente.

É necessário saber que dependendo da gravidade do engasgo, esta é uma situação de emergência médica, sendo necessário acionar o serviço de atendimento especializado em emergência o mais rápido possível; pode ser uma questão de vida ou morte!

Como proceder?

Em caso de engasgo por corpos estranhos como: moedas, pequenos brinquedos, pedra ou qualquer outro objeto pequeno, a manobra que se realiza é a conhecida mundialmente como Manobra de Heimlich. Essa técnica foi descrita pela primeira vez pelo médico estadunidense Henry Heimlich em 1974 e induz uma tosse artificial, que deve expelir o objeto da traqueia da vítima.

Esta manobra tem como objetivo realizar uma pressão positiva na região do epigastro (“boca do estômago”), a qual fica localizada dois dedos abaixo do fim do esterno (osso longo que une as costelas), colaborando com a desobstrução e consequente passagem de ar.

Como realizar a Manobra de Heimlich em adultos e crianças maiores que um ano?

  • Abraçar a pessoa engasgada pelo abdômen;
  • No caso de adultos, posicionar-se atrás da pessoa ainda consciente;
  • No caso de crianças, posicionar-se atrás, mas de joelhos;
  • Atrás da vítima coloque uma das mãos sobre a região da “boca do estômago” e com a outra mão, comprima a primeira mão, ao mesmo tempo em que empurra a região dentro e para cima, parecendo que está levantando a pessoa;
  • Continue o movimento até que a pessoa elimine o objeto que está causando a obstrução.

Em caso de pessoa inconsciente, não realize a manobra e contate imediatamente o serviço de emergência.

Como realizar a manobra em crianças menores de um ano e bebês?

Consciente:

  • Coloque o bebê em decúbito ventral (de bruços) em cima de seu braço e faça 5 compressões entre as escápulas (no meio das costas);
  • Depois, vire o bebê de barriga para cima e faça 5 compressões sobre o esterno (osso do meio);
  • Se conseguir visualizar o objeto, retire o mesmo;
  • Caso não seja possível a visualização do objeto, nem a retirada, continue realizando as compressões até a chegada do serviço de emergência.

Inconsciente:

  • Deite o bebê em decúbito dorsal (barriga para cima) em seu braço e abra boca e nariz;
  • Verifique se o bebê está respirando;
  • Se o bebê não estiver respirando, realize duas respirações, bloqueando a boca e o nariz;
  • Observe se há expansão do peito; em caso negativo, realize novamente a respiração;
  • Contate imediatamente o serviço de atendimento de emergência.

 

No serviço e atendimento a emergência, os procedimentos normalmente utilizados são:

Ventilação mecânica: é o método que utiliza uma máscara de ventilação para auxiliar a entrada e a saída de ar do organismo;

Traqueostomia: é o método que utiliza a abertura da traqueia para fazer o desbloqueio da mesma;

Intubação endotraqueal: é o método que utiliza um tubo que é introduzido na traqueia para facilitar a ventilação mecânica ou a ventilação através de aparelhos;

Cricotireoidostomia: é o método que utiliza a abertura da laringe ao nível da membrana cricotiroidea para acessar rapidamente a via aérea.

Lembre-se:  “Em toda e qualquer situação de emergência que envolva principalmente a atuação com primeiros socorros, é necessário manter a calma, para poder agir com segurança e inteligência.”

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Proteção respiratória

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NR-35 e a sua importância na Segurança do Trabalho

A realização do Trabalho em Altura traz uma série de riscos, responsabilidades, compromissos e obrigações para a empresa, empregadores e o próprio trabalhador. Todas essas responsabilidades devem ser assumidas e tratadas seriamente para que a realização do Trabalho em Altura possa ser segura e cumprida da melhor forma possível. Para garantir que todos estejam em sintonia durante essa execução, a NR-35 estabelece as normas, deveres e parâmetros para um trabalho seguro e feito com responsabilidade.

É considerado Trabalho em Altura, qualquer atividade realizada a partir de uma altura de 2 metros da base principal, ou seja, a partir dessa altitude mínima, o trabalhador precisa estar amparado por EPIs adequados, a análise de risco já deve ter sido feita, o empregador já forneceu o treinamento recomendado e os equipamentos de segurança que seus funcionários necessitarem. Resumindo, todos os pontos levantados pela NR-35 foram respeitados para que corra tudo bem durante a execução das atividades.

NR-35: Responsabilidades do Empregador

O empregador exerce papel bastante importante na realização do Trabalho em Altura e no respeito às diretrizes e normas da NR-35. Por isso, é essencial que ele esteja ciente de suas responsabilidades e as cumpra sempre que o trabalhador for exposto a atividades com suspensão superior a 2 metros de altura.

De acordo com a NR-35 as responsabilidades do empregador são:

  • Garantir a implementação das medidas de proteção estabelecidas na NR-35;
  • Assegurar a realização da Análise de Risco e a emissão da Permissão de Trabalho;
  • Desenvolver procedimento operacional para as atividades rotineiras de trabalho em altura;
  • Garantir aos trabalhadores informações atualizadas sobre os riscos e as medidas de controle;
  • Garantir que as atividades sejam iniciadas somente depois que todas as medidas da NR-35 forem adotadas;
  • Suspender as atividades sempre que um risco não previsto se apresentar.

NR-35:  Responsabilidades do Trabalhador

O trabalhador é o maior beneficiado pelas normas estabelecidas na NR-35. Mas, se as informações contidas nela não forem respeitadas, também poderá ser o mais prejudicado. Por isso, é importante que o empregador forneça todas as informações que seus funcionários precisem e certifique-se de que estão treinados e certificados para o Trabalho em Altura.

De acordo com a NR-35, as responsabilidades do trabalhador são:

  • Cumprir as disposições legais e regulamentares sobre Trabalho em Altura, inclusive os procedimentos expedidos pelo empregador;
  • Colaborar com o empregador na implementação das disposições contidas na NR-35;
  • Interromper suas atividades exercendo o direito de recusa, sempre que existirem evidências de riscos graves e iminentes para sua segurança e saúde ou a de outras pessoas, comunicando imediatamente o fato a seu superior hierárquico, que tomará as medidas cabíveis;
  • Zelar pela sua segurança e saúde e a de outras pessoas que possam ser afetadas por suas ações ou omissões no trabalho.

Outros fatores que necessitam ser respeitados:

  • Capacitação e Treinamento: trabalhadores e supervisores precisam participar do treinamento de capacitação para o Trabalho em Altura. No caso dos profissionais, a carga horário mínima é de oito horas e abrange as principais informações sobre essa atividade. Para os supervisores, a carga horária mínima é de 40 horas, pois precisa de informações complementares;
  • Análise de risco: de acordo com a NR-35, é essencial que seja feita a análise de risco antes da realização de Trabalho em Altura. Essa análise de risco deve contemplar o local em que os serviços serão executados e seu entorno, o isolamento e a sinalização no entorno da área de trabalho, estabelecimento dos sistemas e pontos de ancoragem, o risco de queda de materiais e ferramentas, condições impeditivas, entre outros;
  • Permissão de Trabalho: as atividades de Trabalho em Altura não rotineiras devem ser previamente autorizadas mediante permissão de trabalho. Ela deve ser aprovada pelo responsável pela autorização da permissão, disponibilizada no local de execução da atividade e, ao final, encerrada e arquivada de forma que possa ser localizada facilmente. A permissão de trabalho deve ter validade de acordo com a atividade a ser executada;
  • EPIs: como toda atividade que representa algum tipo de risco ao trabalhador, a NR-35 determina que o profissional que realiza Trabalho em Altura deve estar devidamente equipado com os EPIs necessários para realizar seu trabalho. É essencial se certificar que estejam em condições ideais de uso e sejam substituídos sempre que mostrarem sinal de desgaste ou defeito.

Conhecer a NR-35 e todas as suas diretrizes e informações é essencial para a realização segura do Trabalho em Altura. Os empregadores e trabalhadores precisam ter consciência de suas responsabilidades para que tudo corra perfeitamente e de forma segura.

É sempre bom se manter atualizado em relação a essa norma, pois o mercado de segurança é muito dinâmico.

Aproveite para dar uma olhada no material referente ao assunto disponibilizado aqui no site neste artigo.

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