GLP: Um Futuro Preocupante Somado a seus Riscos!

Alguns serviços básicos, quando funcionam bem e cumprem seu papel exatamente como deve ser, deixam de fazer parte das preocupações das pessoas, como se fossem invisíveis. Tem sido assim com o GLP de uso residencial, o gás de cozinha, pelo menos há duas décadas, desde a implementação das atuais normas de segurança e de qualidade na distribuição do produto, que tornaram o Brasil uma referência internacional nesse tipo de atividade.

Eis um procedimento habitual na vida de mais de 90% das famílias brasileiras: o botijão que fica vazio é trocado pelo consumidor na compra de um botijão cheio, de qualquer marca, à sua escolha. Simples assim. Ele não precisa se preocupar com o que acontece para que aquele botijão vazio seja novamente enchido de gás e volte a ser utilizado por outros consumidores, mas essa é uma logística complexa e de grande precisão.

As distribuidoras transportam todos os botijões de outras marcas que receberam dos consumidores, para “centros de destroca”, onde retiram igual quantidade de vasilhames de sua própria marca, colocados ali pelas empresas concorrentes. De volta à sua base, cada distribuidora faz uma minuciosa inspeção de todos os seus recipientes usados. Vale lembrar que isso acontece com os mais de 30 milhões de botijões vendidos mensalmente no país. Uma parte desse total é encaminhada para manutenção e, segundo a ANP (Agência Nacional do Petróleo), aproximadamente 7% dos botijões que entram no processo de requalificação são sucateados, por não passarem nos testes exigidos na norma técnica, sendo substituídos por recipientes novos, evitando riscos ao consumidor. Milhões de novos botijões são adquiridos pelas distribuidoras de GLP a cada ano.

Com esses procedimentos, cada empresa mantém um rigoroso controle de qualidade dos seus recipientes, antes de enchê-los novamente, e o consumidor recebe botijões adequados para usar com segurança em sua residência. A requalificação tornou o Brasil uma referência internacional, como o melhor modelo de prevenção de acidentes no setor de GLP.
Seria, portanto, um absurdo abandonar esse modelo comprovadamente seguro, para implantar procedimentos que deixariam a população exposta ao perigo de graves acidentes. Mas, por incrível que pareça, está sendo estudada pela ANP a possível aprovação do enchimento fracionado de recipientes de GLP.

Conscientização é a chave para a prevenção de acidentes. Por isso, é nosso dever alertar os segmentos envolvidos na indústria do GLP – governo, órgãos reguladores, empresas, e também a população que utiliza diariamente esse produto em suas residências.

Enchimento fracionado?  Em que consiste esta prática?

O consumidor leva a um ponto de venda o seu botijão de GLP e pede que ele seja abastecido com uma quantidade menor do que a capacidade do recipiente. Quase todos os botijões em uso no Brasil são próprios para 13 kg de GLP, então esse consumidor poderia comprar apenas uma fração do total: dois ou três quilos, por exemplo.

Os fatores de risco dessa prática são tantos que não caberia nesse espaço citar todos eles. Vamos então destacar apenas alguns, e não é preciso ser especialista no assunto para percebê-los em toda a sua gravidade:

  1. Os botijões de GLP existentes no Brasil (cerca de 118 milhões de unidades) não foram projetados para esse tipo de enchimento, que traria riscos de vazamento e explosão de gás.
  2. Se for permitido o enchimento fracionado, será impossível fiscalizar e controlar todos os locais onde a operação estará sendo realizada. Os botijões não terão inspeções, manutenções e dificilmente serão requalificados.

Qualquer vazamento durante o enchimento, em locais que não seguirem todas as normas de segurança para esse tipo de operação, poderá ter gravíssimas consequências. Por exemplo, se o GLP, sendo mais pesado que o ar, penetrar na galeria pluvial, poderá ficar confinado e uma simples fagulha provocaria uma explosão de grandes proporções.
Pelas normas atuais e riscos envolvidos no manuseio do produto, os recipientes de GLP são enchidos em áreas industriais, longe de residências e de vias públicas, em instalações construídas pelas empresas distribuidoras especialmente para esse fim, em conformidade com uma série de requisitos de segurança, sem fontes de ignição, com rede de combate a incêndio, instalações elétricas adequadas, entre inúmeros exigências normativas da ABNT, ANP, Inmetro, Corpo de Bombeiros e outras instituições.

Atualmente é responsabilidade do distribuidor a inspeção visual, a requalificação, as manutenções preventivas e corretivas e a inutilização de recipientes que não podem mais ser utilizados. Se esse sistema mudar, será impossível garantir a segregação de todos os botijões que necessariamente precisam passar pela manutenção ou requalificação. O risco será enorme, mas a marca gravada em alto relevo no botijão não terá mais valor, porque qualquer posto de enchimento poderá ter colocado GLP naquele recipiente, então como responsabilizar uma empresa caso ocorra algum sinistro com o botijão de gás na casa do consumidor?

Um terrível e irresponsável retrocesso em termo de segurança!

Desta forma, não é recomendável que tais práticas sejam aprovadas, pois o enchimento fracionado de botijões de GLP, em termos de segurança, resultaria somente em desvantagens para a sociedade.

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Emergências Químicas: Treinamentos geram prevenção!

Assim como em qualquer atividade que envolva riscos, é uma verdade quando se fala de emergência química. Sem dúvidas, é mais eficaz evitar o problema do que tentar contorná-lo, não é mesmo? Pois aqui está a importância de se fazerem treinamentos!

Além da utilização de equipamentos de proteção coletiva, é preciso que funcionários de uma empresa que trabalham com produtos químicos perigosos saibam o que fazer em caso de acidentes. E não é só para essas ocasiões que eles devem estar preparados. Para que a prevenção se dê de forma efetiva, é necessário que eles aprendam também sobre o correto manejo de cada produto.

Mas, afinal, você sabe o que é uma emergência química?

Antes de saber isso, é fundamental que você entenda o conceito de produtos químicos perigosos. São assim denominadas todas aquelas substâncias, compostos ou agentes de origem química, radiológica, biológica ou nuclear que, por suas propriedades físico-químicas, oferecem risco à saúde humana, aos animais, ao meio ambiente ou às propriedades públicas ou privadas.

Esse risco pode ser provocado pelo produto em si e se deve à possibilidade de causar danos quando é liberado. Aquele também pode surgir da interação deste com outros fatores, quando fora de seu local de armazenamento correto ou em quantidades ou concentrações inadequadas.

Segundo a Organização das Nações Unidas (ONU), as principais classes de riscos são:

– Classe 1 — Explosivos;

– Classe 2 — Gases, que podem ser inflamáveis, não-inflamáveis ou tóxicos;

– Classe 3 — Líquidos inflamáveis;

– Classe 4 — Sólidos inflamáveis, substâncias sujeitas a combustão espontânea e que, em contato com água, emitem gases inflamáveis;

– Classe 5 — Substâncias oxidantes e peróxidos orgânicos;

– Classe 6 — Substâncias tóxicas e Substâncias infectantes;

– Classe 7 — Material radioativo;

– Classe 8 — Substâncias corrosivas;

– Classe 9 — Substâncias e artigos perigosos diversos.

Portanto, nessa classificação, estão incluídos os combustíveis, os ácidos, os explosivos, os agrotóxicos etc. Eles podem oferecer perigo físico, se causarem lesões físicas nas pessoas; à saúde, se puderem prejudicar a sanidade de uma forma geral, ou ao meio ambiente, se houver possibilidade de danos ou destruição de um ecossistema que antes era equilibrado.

Assim, a ameaça ao bem estar que eles oferecem a partir da ocorrência de um derramamento ou vazamento é o que se chama de emergência química. Esses acidentes ocorrem, principalmente, nos locais onde são produzidos, manuseados ou transportados, como, por exemplo, nas indústrias. E, o seu impacto vai depender de fatores como o estado físico dos componentes, a quantidade liberada, o contato dele com pessoas ou o meio ambiente, entre outros.

Então, a melhor forma de se saber quando está ocorrendo esse tipo de problema é, primeiramente, identificando o produto que entrou em contato com o ambiente externo. Isso porque as medidas a serem tomadas, bem como as ações atendimento a possíveis vítimas de um acidente devem ocorrer de acordo com as características físico-químicas dele.

Para isso, são eficientes as classificações da ONU, que, por meio de símbolos e números adotam um padrão para orientar o reconhecimento da substância. Equipamentos programados ou com odores característicos em gases e líquidos para reconhecer esse tipo de situação também podem ser muito úteis nesse sentido.

Quais cuidados toda empresa deve ter?

Como forma de garantir a segurança no trabalho, as empresas que aplicam produtos químicos perigosos em suas atividades devem tomar algumas providências para evitar acidentes. Ainda, é necessário que elas informem seus funcionários sobre os compostos que manuseiam, bem como quanto às medidas a serem tomadas caso emergências aconteçam.

Os cuidados envolvem a elaboração de alguns documentos e a formação de grupos internos especializados e preparados para atuar e avaliar as ações adotadas nessas situações.  Eles incluem, ainda, a criação de associações de cooperação mútua entre as entidades, as sociedades empresárias e os órgãos públicos e o setor privado.

Ficha de Informações de Segurança de Produtos Químicos (FISPQ)

Se o trabalho envolve algum desses produtos, para evitar problemas, as empresas devem ter a Ficha de Informações de Segurança de Produtos Químicos (FISPQ). Trata-se de um instrumento que informa os perigos e riscos daqueles a quem os manuseia, no que se refere à proteção, à saúde, à segurança e ao meio ambiente.

A FISPQ é regulamentada, quanto à sua apresentação e ao seu conteúdo, pela Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT), por meio da Norma Técnica NBR-14725 – Parte 4.

Os seus fundamentos são as Resoluções 11/88 e 12/89 do CONMETRO, que tratam da Regulamentação Metrológica e Quadro Geral de Unidades de Medida e o Decreto 2657 de 03/07/98, que internalizou no Brasil a Convenção 170 da Organização Internacional do Trabalho (OIT), a qual trata da Segurança na Utilização de Produtos Químicos no Trabalho. Nela, deve conter, dentre outras informações como:

1. Identificação do produto e da empresa;

2. Composição e dados sobre os ingredientes;

3. Identificação de perigos;

4. Medidas de primeiros-socorros;

5. Medidas de combate a incêndio;

6. Medidas para o controle em caso de derramamento ou vazamento;

7. Como manusear e armazenar o produto;

8. Controle de exposição e proteção individual do trabalhador;

9. Propriedades físico-químicas;

10. Estabilidade e reatividade;

11. Informações sobre toxicologia;

12. Informações ecológicas;

13. Como tratar e dispor o produto;

14. Como transportá-lo.

Ou seja, a FISPQ deve não só informar de forma consistente e padronizada as características do que será manuseado, mas também trazer recomendações sobre medidas de proteção e as ações a serem tomadas em caso de emergência. Isso inclui o transporte e o armazenamento da substância.

Ainda segundo a legislação, é responsabilidade da empregadora avaliar os riscos a que estão expostos os seus trabalhadores, tomar as medidas de precaução necessárias e manter essas informações sempre atualizadas, repassando-as a seus funcionários.

Plano de Atendimento à Emergência (PAE)

Outra responsabilidade é a elaboração do Plano de Atendimento à Emergência (PAE), documento que busca prever e informar sobre a possibilidade de ocorrência de acidentes. Portanto, nele, são analisados os tipos de compostos empregados, todas as atividades que possam causar danos às pessoas, às instalações e ao meio ambiente.

Esse documento deve, portanto, descrever quaisquer funções que envolvam fornos, caldeiras, vasos de pressão, Gás Liquefeito de Petróleo (GLP), produtos químicos em geral sejam eles substâncias ou preparados, entre outros. Ou seja, todos os trabalhos que representem alguma ameaça.

Nesse sentido, lembre-se de que devem ser indicados os riscos de acidentes que podem ocorrer interna e externamente ao local de trabalho, de acordo com cada tipo de emergência. Ainda, o que os funcionários podem fazer para evitá-las, como devem se comportar caso aconteçam e quais os primeiros-socorros a serem prestados a eventuais vítimas.

É fundamental que, quando da elaboração e apresentação do PAE aos trabalhadores, os responsáveis pela execução do plano tenham ciência das suas responsabilidades, bem como as medidas a serem adotadas para que ele seja bem sucedido. Dessa forma, é imprescindível a colaboração de todos os envolvidos!

Plano de Auxílio Mútuo (PAM)

Outro instrumento recomendado é o Plano de Auxílio Mútuo (PAM), que consiste em uma associação, sem fins lucrativos, formada por empresas públicas e privadas, conjuntamente com órgãos públicos municipais, estaduais e federais. O seu objetivo é buscar uma atuação cooperada entre aquelas, as instituições civis (como a Defesa Civil, por exemplo) e as militares (como o Corpo de Bombeiros, por exemplo) para o atendimento rápido e adequado em casos de emergência.

Para o cumprimento desse objetivo, são fundamentais ações preventivas, que envolvem simulados, treinamentos e exercícios. Esses, por sua vez, ocorrem com a utilização de recursos materiais e humanos que são disponibilizados pelas próprias empresas e pelos órgãos envolvidos.

Como funciona um treinamento em emergências químicas?

Os treinamentos ocorrem a partir da união de recursos e pessoas periodicamente e tem como objetivo de ensinar trabalhadores a prevenir e a lidar com situações de risco em caso de acidentes com produtos perigosos. Ele pode ser feito por meio de uma simulação de emergência na empresa, sendo que essa deve ocorrer parcialmente a cada seis meses e integralmente a cada doze meses, se os riscos simulados forem baixos ou médios.

Sendo eles altos, o simulado parcial deve ser feito a cada três meses e, o completo, a cada doze meses. Assim, mantendo a frequência adequada, é possível garantir que ninguém vai se esquecer dos ensinamentos quando for necessário colocá-los em prática!

Porém, seja nos simulados parciais ou nos completos, para que sejam efetivos, cumprindo a sua finalidade, eles devem passar por quatro fases: o planejamento, a organização, a execução e a avaliação. Lembre-se: todas elas são fundamentais da mesma forma!

No planejamento, como o próprio nome revela, são verificadas as ameaças e vulnerabilidades, ou seja, busca-se prever possíveis situações de risco. Analisam-se, então, a funcionalidade e as falhas nos mecanismos e instrumentos de segurança que possam causar acidentes, bem como as consequências que pode ser geradas para o ambiente de trabalho e para os trabalhadores.

A partir disso, são traçados os objetivos que se desejam alcançar com a simulação. Ainda nessa fase, são definidas as datas, o horário, o tempo de duração, os locais onde ela vai ocorrer, como será feito o simulado etc.

Na organização, é escolhido o tipo de risco que será simulado (por exemplo, o vazamento de combustíveis), bem como quem irá participar, o que cada setor deverá fazer, os instrumentos que serão utilizados, quem serão os avaliadores etc. Já na execução, o plano é colocado em prática, devendo ser seguido à risca o que foi previsto anteriormente, nas duas fases anteriores.

Por fim, na avaliação, deve ser feita uma análise quanto ao que foi simulado, buscando-se conclusões sobre a atuação de cada participante e aferindo eventuais deficiências no sistema de prevenção que precisam de melhorias. Tudo o que for observado nessa última fase deve ser registrado em ata.

Por exemplo: “os materiais de primeiros-socorros estão incompletos? Os sinalizadores estão com defeito? Se sim, isso deve ser anotado, para que sejam promovidas as medidas adequadas e solucionados esses problemas imediatamente”.

Assim, analisando o passo a passo da simulação, é possível concluir sobre o que está adequado e no que há falhas. Dessa forma, pode-se verificar a necessidade de se modificarem fases ou instrumentos, bem como definir o que deve ser melhor ensinado aos funcionários para que eles atuem de forma a se alcançar a maior eficiência de todo o grupo. Por isso, é preciso a união de todos, e que cada um faça a sua parte.

Treinamento em emergências químicas: por que é importante?

Todo esse processo aplicado em treinamentos de emergências químicas serve para preparar os trabalhadores para situações de emergência e, ao mesmo tempo, observar o que pode ser melhorado nos planos de prevenção. Ele é fundamental, pois imita um acontecimento real relacionado a desastres, exigindo dos participantes uma atuação que busque reduzir perdas e minimizar o sofrimento humano.

Por meio dele, os funcionários são capacitados para manusear os produtos químicos, adotando os cuidados específicos a cada um deles, para evitar derramamentos ou vazamentos. Eles também aprendem sobre a conduta que devem ter em acidentes, caso esses ocorram.

Aliás, esses treinamentos estimulam a integração entre os grupos que vão atuar em situações de emergência. Isso, sem dúvidas, garante uma ação coordenada e adequada, proporcionando maior envolvimento deles e, em consequência, maior garantia de segurança.

Ressaltamos também que, preparando-os de forma prévia e para atuarem durante eventuais incidentes, é possível reduzir a probabilidade de doenças e acidentes de trabalho. Com isso, assegura-se o cumprimento da legislação trabalhista, evitando que ações judiciais sejam propostas em face dela. Afinal, essas prejudicam o clima organizacional, a imagem dela perante seus próprios funcionários e perante a sociedade também.

A importância desse treinamento está, também, no fato de ser essa uma forma de atender ao Plano Nacional de Prevenção, Preparação e Resposta Rápida a Emergências Ambientais com Produtos Químicos Perigosos.

Ele foi criado por meio do Decreto do Presidente da República nº 5.098 de 2004 e busca implementar medidas conjuntas entre o poder público e instituições do setor privado para prevenir acidentes com compostos químicos perigosos, bem como melhorar os mecanismos de preparação e resposta a problemas dessa natureza.

Aliás, é a partir dessa cooperação entre setor público e privado e do cumprimento da legislação relacionada ao tema que, uma indústria pode obter e manter ativa a licença dos órgãos competentes para atuar no mercado. Então, adotar medidas de segurança e estimular a prevenção são, também, meios de garantir a continuidade das atividades industriais.

Além disso, por meio desse treinamento, é possível promover a preservação do meio ambiente, já que as ocorrências de contaminação ambiental são reduzidas. Vale ressaltar que isso se trata de crime ambiental, e, então, outro benefício dos treinamentos é que sanções e processos contra a empresa por parte do poder público serão afastadas.

Por que investir em treinamento contra esse tipo de emergência?

Somados a todos os benefícios citados acima, o investimento em treinamento contra emergência química vale a pena, pois reduz custos e aumenta a produtividade da empresa. Sim, você pode ter a certeza de que esse será um dinheiro muito bem aplicado!

Como visto, o cumprimento das leis trabalhistas e ambientais evitam processos judiciais e multas que poderiam gerar gastos desnecessários. Todas essas normas têm como finalidade principal a de proteger o trabalhador, o meio ambiente e a sociedade como um todo, ou seja, todos saem ganhando!

Outra consequência da capacitação para eventuais acidentes químicos é a limitação ou até mesmo o afastamento de danos materiais que poderiam ser causados se aqueles ocorressem. Já imaginou o prejuízo financeiro que a falta de prevenção pode provocar? Então, é melhor estar preparado!

Porém, os benefícios de se investir nesse tipo de treinamento não se restringem às economias que podem ser feitas. É que uma empregadora que prioriza e promove a segurança no trabalho acaba tendo maior reconhecimento por parte de seus funcionários. Esses, sentindo-se protegidos e sabendo que a empregadora se preocupa com a sua preparação, sentem-se mais motivados para as suas atividades, além, é claro, das doenças e acidentes evitados.

Isso, sem dúvidas, faz cair o número de trabalhadores afastados por motivo de saúde. Tudo isso contribui para o aumento da produtividade do grupo todo, o que é positivo para esse e para toda a empresa!

Sendo assim, aprendendo sobre produtos químicos perigosos, emergências químicas, treinamentos e os benefícios desses, é possível entender por que a prevenção por meio de treinamentos é o meio mais eficaz para garantir a segurança no ambiente de trabalho. E não é só esse benefício que ela traz, há muitos outros que decorrem desse!

Como visto, essa preparação proporciona uma redução de gastos com danos materiais e questões trabalhistas, garante o bem-estar dos funcionários e faz aumentar a produtividade de uma empresa. Tudo isso, com a consciência de seguir a legislação e, ainda, promovendo a preservação do meio ambiente. Portanto, é fácil concluir que o treinamento para emergência química tem um ótimo custo-benefício!

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Pressurização de Escadas: Entendendo este sistema!

Baseada na Instrução Técnica (IT) de Nº 13/2019 do Corpo de Bombeiros do Estado de São Paulo, que fala sobre os requisitos básicos para as saídas de emergência em casos de incêndio, a pressurização das escadas é o sistema responsável por viabilizar a saída das pessoas dos locais em chama, de forma segura.

O sistema de prevenção de incêndios é amplo e agrega uma série de fatores e medidas. Neste artigo, falaremos primordialmente da escada pressurizada. Entendendo como esse sistema funciona e porque ele é tão fundamental.

A instrução técnica nº 13, especifica todos os parâmetros que devem ser seguidos à risca nos edifícios. Principalmente como forma de manter a segurança no caso de incêndio.

Foram regulamentados parâmetros como: largura das saídas, distância percorrida, corrimão, piso, parede, forro, teto e material dos objetos presentes na estrutura do edifício. Tudo isso, a fim de que não seja facilitada ou incentivada a produção de mais fogo e fumaça no local.

Outras referências normativas (NBR’s) foram utilizadas como base para a criação da IT 13. Estas citam importantes fatores como: porta corta fogo, sistema de iluminação de emergência, elevadores elétricos, instalações elétricas e reação ao fogo dos materiais que são formados a construção. Dentre as mais importantes podemos destacar:

  • NBR 9077 – Saídas de emergência em edifícios;
  • NBR 10898 – Sistemas de iluminação de emergência;
  • NBR 11742 – Porta corta-fogo para saída de emergência;
  • NBR 13768 – Acessórios destinados à porta corta-fogo para saída de emergência – requisitos;
  • NBR 14880 – Saídas de emergência em edifícios – Escada de
    Segurança – Controle de fumaça por pressurização;
  • NBR 16401 – Instalações de ar-condicionado – Sistemas
    centrais e unitários;
  • NBR 17240 – Sistemas de detecção e alarme de incêndio.

Porque esse sistema é tão importante?

Existem dados que estimam que em casos de incêndio fatais, o número de mortes por asfixia, supera o número de óbitos por queimaduras.

Isso é um fato, além de ser muito preocupante!

Sem um sistema que proteja esta rota de fuga (as escadas de incêndio), este local certamente fica comprometido devido a fumaça, colocando em risco a segurança das pessoas.

Além de ser tóxica, devido ao elevado grau que se encontra, a fumaça em alta temperatura causa inchaço interno e queimaduras em todo o trato respiratório. Promovendo o fechamento das vias aéreas, levando à morte por envenenamento ou asfixia.

Mas o que é a pressurização?

A Pressurização é o sistema que impede que a fumaça do incêndio adentre as saídas de emergências, a fim de que as pessoas possam ser evacuadas de forma segura.

Por meio desse sistema, que é composto de ventilador (com fonte de energia independente), painéis, venezianas e filtros, o ar é captado em um ambiente externo e insuflado para o interior das escadas por meio de dutos e grelhas em todos os andares, mantendo o local sob pressão positiva.

Além disso, esse sistema deve ser bem balanceado. Todos os andares devem receber vazão de ar calculada para manter a pressão positiva por igual.

Em caso de incêndio, o detector de fumaça ou outro periférico acionado, ativará o sistema de pressurização que começará a funcionar imediatamente.

Tendo a garantia de que a escada se manterá pressurizada, o corpo de bombeiros consegue agir eficazmente na retirada de pessoas do local ou até mesmo no início do PAE – Plano de Atendimento à Emergências. Uma vez que a fumaça não invadirá as saídas de emergência.

Implantação

Existem 2 formas de implantação desse sistema. Onde o ventilador pode ser instalado em uma casa de máquinas ou em uma antecâmara.

Esse ventilador fica localizado em um ambiente à parte, capta o ar exterior que é encaminhado e inserido nos andares até atingirem uma pressão positiva que varia entre 40 e 60 pa. Desta maneira a fumaça que está no exterior é impedida de adentrar o local.

Estágios do sistema:

Há 2 formas de ter sua escada pressurizada:

No sistema de 1 estágio, a escada só é pressurizada quando o detector de fumaça for ativado.Já no sistema que funciona por 2 estágios, o ambiente é mantido em constante pressurização. Porém o volume de vazão do ar é mantido baixo, e quando o alarme é acionado, o nível da pressurização aumenta.

A Utilização de Filtros de Ar no sistema de pressurização das escadas de incêndio, promove a captura de partículas de poeiras que ficam em suspensão no ar.

Os Filtros G1 (ABNT) – Filtros Grossos Metálicos são os indicados principalmente para esse sistema e são instalados na tomada de ar externo.

O que difere o local onde será instalado o sistema é o tamanho do edifício. E isso pode variar de edifícios de pequeno e médio porte, bem como grandes edifícios comerciais (onde geralmente ficam instalados em uma casa de máquinas).

Vedação

Para eficiência do sistema, é necessário que além da pressurização, as portas corta fogo sejam efetivas para que não exista a perda do ar que pressuriza o ambiente.

Por este motivo que, as portas corta-fogo especificamente do acesso à cabine de pressurização, devem apresentar uma vedação específica!

Dentre as vedações mais utilizados podemos destacar as Tiras Intumescentes, que quando aplicadas em portas corta-fogo, conferem as propriedades de vedação aos gases quentes e fumaça, conforme itens 3.5 e 3.6 da NBR 11.742.

Podem ser embutidas no batente ou na aresta da porta. Todas as tiras possuem as opções com ou sem cerdas que impedem a passagem de fumaça. Em portas corta-fogo com vão superior a 6 mm, esta tira pode ser aplicada sem a necessidade de embuti-la.

As tiras intumescentes em contato com o fogo acima de 200⁰C desenvolvem uma espuma expansiva de até 40x seu tamanho original, que terá duas funções primordiais no caso de incêndio:

1º Vedação por completo do vão da porta e batente, evitando a passagem dos gases tóxicos;

2º Evitará a passagem de chamas nos vãos, garantindo a segurança da saída de emergência.

A espuma expansiva irá realizar a vedação do fogo e fumaça, mesmo quando a temperatura chega a atingir 1000⁰C, não terá efeito mecânico sobre a porta, ou seja, não irá interferir na abertura e fechamento que é fundamental para evacuação das vítimas.

A intoxicação pelos gases (fumaças) é a principal causa de mortes em incêndios. As
tiras intumescentes reduzem os riscos de intoxicação, ao evitar a passagem do
fogo e fumaça pelas frestas e vãos das portas.

BENEFÍCIOS:

• A aplicação das tiras intumescentes ao redor das portas corta fogo, é capaz de
aumentar em até 1 hora o desempenho das portas e reduzir a distorção dos painéis
pelo calor durante um incêndio;

• Redução nos valores despendidos com as apólices de seguros e resseguros.

Lembrando que, conforme as especificações da porta corta-fogo, esta vedação pode ser somente lateral, central ou inferior como também pode ser feita em todos os lados da porta.

Da mesma maneira, é de extrema importância que haja um sistema de energia de fonte independente no edifício. Pois de nada adianta ter a escada pressurizada, sem a garantia de que tudo funcionará corretamente. Sobretudo em casos de corte de energia durante o incêndio.

Componentes do Sistema de Pressurização

– Detector de Fumaça;

– Sistema de Detecção e Alarne de Incêndio;

– Sistema de Exaustão (Ventiladores, Venezianas, Grelhas, Filtros de Ar e Dutos);

– Portas Corta-Fogo;

– Sistema independente de energia elétrica.

É por meio deste sistema, que as escadas se tornam uma rota de fuga segura para as pessoas.

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Prevenção Contra Incêndios: Atitude a Ser Tomada IMEDIATAMENTE!

Vivenciamos um momento conturbado na sociedade, onde valores são reconhecidos somente após terem sido perdidos.

É o caso do incêndio que atingiu o Hospital Badim no Maracanã, na Zona Norte do Rio de Janeiro, no dia 12 de setembro desse ano (2019), onde foram perdidos diversos móveis, itens e até mesmo VIDAS! Somando 19 mortes em decorrência deste incêndio.

 

 

Este fato ocorrido é uma amostra do ciclo de danos e nos dá a dimensão exata da destruição que um incêndio pode causar, pois extingue a esperança, a renda, o patrimônio de pessoas e familiares e quando muito pior, a própria vida.
O que chamo a atenção, aqui nesta leitura, é para a reflexão de que, mesmo depois das recentes melhorias tecnológicas e evolução nas exigências para solicitação de um Auto de Vistoria do Corpo de Bombeiros (AVCB), ainda assim, por falta de fiscalização, acompanhamento técnico, elaboração de projetos e conscientização não investimos verdadeiramente na precaução e sistema inteligente de prevenção e combate a possíveis incêndios. É de senso comum que a precaução e prevenção torna-se mais econômica do que a reconstrução do que foi perdido, pois vidas e histórias não podem ser substituídas.

O Corpo de Bombeiros que trabalha provendo proteção e resposta imediata a emergências de incêndio, salvamento e resgate é um exemplo de que, felizmente, existem muitos profissionais comprometidos trabalhando para mudar essa realidade em nosso país. Mas, ao invés de ter esse trabalho árduo com o fogo e fumaça tóxica já em situação crítica, quais as medidas precisamos adotar para que não ocorra acidentes que provoquem tantos danos?

Nos projetos elaborados é possível estabelecer sistemas eficazes de prevenção e combate a incêndios, como o uso chuveiros automáticos, também conhecidos como sprinklers, saídas de emergências devidamente sinalizadas, extintores portáteis e hidrantes bem dimensionados, sistema de Porta Corta Fogo (PCF), isolantes térmicos e materiais que não propagam chamas. Todos, em conjunto, têm o intuito de reduzir prejuízos ao patrimônio, preservar vidas e reduzir as chamadas de emergência do Corpo de Bombeiros.
Precisamos falar mais sobre prevenção de incêndio como um aliado nas construções. Afinal, a instalação desses sistemas apresenta um investimento, cujo valor é baixo se comparado com a proteção eficaz que oferece.

Porém antes de tudo isso, é preciso parar a discussão sobre o que é mais importante preservar, se a vida ou patrimônio? Porque, obviamente, preservar a vida é fundamental, porém, na medida em que preservamos o patrimônio com sistemas eficazes como o uso de sprinklers, por exemplo, vamos diminuir a geração da fumaça tóxica que, de forma geral, é responsável por causar a morte das pessoas.

Então, a conclusão é que: “Se preservarmos o patrimônio, estaremos sim salvando vidas.”

 

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Incêndio Classe K: Tudo que você precisa saber.

A combinação de partículas de gorduras e condensados de óleos inflamáveis conduzidos pelo sistema de exaustão de cozinhas, associada ao potencial de ignição dos equipamentos de cocção, resultam em um risco maior de incêndios do que os normalmente encontrados em sistemas de ventilação.

Incêndios que envolvem meios usados para cozinhar como óleo de cozinha, gordura e a banha, já por algum tempo, têm sido o principal fator de danos materiais, tendo provocado vítimas fatais ou não.

Com o tempo, a evolução e a alta eficiência dos equipamentos de cozinhas industriais e comerciais, somadas ao uso de óleos não saturados e a altas temperaturas contribuíram para o aumento significativo dos riscos de incêndios mais fortes, o que forçou à criação de uma nova classificação para incêndios, como os desse tipo: a classe K.

Os extintores, de modo geral, são equipamentos eficazes no combate das chamas logo no início de um incêndio e a sua função principal é conter o fogo e evitar que ele se propague. Um extintor pode controlar e extinguir o foco do incêndio, o que, com certeza, irá garantir o patrimônio e a segurança das pessoas que estiverem presentes no local.

Se compararmos com líquidos inflamáveis, veremos que incêndios em cozinhas industriais e fritadeiras, em particular, são unicamente diferentes e bem mais difíceis de apagar, o que ajudou na criação dessa nova categoria de incêndios. Nesse caso, a extinção do fogo se dá porque todo o meio de cozinhar, animal ou vegetal, líquido ou sólido, que possa provocar o início de um incêndio, contém um certo nível de gordura saturada que, ao entrar em contato com um agente extintor de base alcalina (como o extintor classe K), à altas temperaturas, provoca uma reação, chamada de saponificação. Essa reação forma uma espuma, que consegue abafar o fogo e conter os vapores inflamáveis e o combustível quente.

Por esse motivo se desenvolveu o agente saponificante de classe K. Este agente, ao ser aplicado com uma névoa fina, apresenta a vantagem de poder resfriar o meio de cozimento e, assim, abaixar a temperatura, tornando-se o agente mais eficiente, para combater esse tipo de incêndio.

O extintor classe k é utilizado em locais que se preparam alimentos, como em praças de alimentação, restaurantes, cantinas, cafeterias, lojas de conveniência, dentre outros. Especificamente, o extintor classe k, possui alta eficiência em cozinhas industriais e isso se deve porque esse tipo de extintor foi criado, especialmente, com a intenção de combater incidentes com óleos, banhas e gorduras quentes, que são considerados perigosos e absolutamente difíceis de apagar.

Normalmente, o extintor classe k é fabricado em aço inoxidável e possui a função de assegurar uma melhor visibilidade no momento de sua utilização, é fornecido também pintado em vermelho para atendimento completo da portaria 05 do INMETRO. Os agentes desse extintor trabalham para interromper a reação química do fogo, criando a chamada camada protetora na superfície que está sendo afetada.

 

COMO FUNCIONA UM EXTINTOR CLASSE K

Basicamente, um extintor classe k é composto por um agente chamado base alcalina que, quando entra em contato com algum nível de gordura saturada, aliado a altos níveis de temperatura, imediatamente é causada uma reação chamada saponificação. É exatamente nesse processo que é formado uma espuma, capaz de extinguir e conter a combustão, em outras palavras, com essa saponificação o fogo passa por um processo de resfriamento e a espuma trabalha como um tipo de asfixiante.

Os extintores de classe K são reconhecidos como os mais eficientes para a proteção de operações de cozinhas industriais, e são altamente recomendados por normas internacionais, como a NFPA 10, desde de sua versão do ano de 1998.

Além disso, já contamos no mercado com o sistema de proteção automática. Este sistema, indicado para cozinhas profissionais, atua automaticamente através de detectores de temperatura ou manualmente pelo operador. A proteção com este sistema, abrange tanto a coifa quanto o duto, dispensando o uso do CO2 para esta aplicação. Este sistema é fornecido com cilindros em aço inox carregados com 15 ou 23 litros de agente saponificante.

Com este sistema, é possível proteger desde uma simples grelha até uma cozinha inteira, sendo que seu acionamento pode ser tanto automático como manual. Com a descarga do agente extintor sobre os equipamentos de cocção e filtros, as superfícies são resfriadas e ocorre a sua reação com a gordura quente (saponificação), formando uma camada isolante que priva a gordura do contato com o ar, evitando-se, assim, a emissão de vapores inflamáveis.

 

Vale lembrar que o uso do CO2 para proteção da coifa é vedado pela norma NBR 14518 – item 5.5.4.1.6. e a IT 38/2004 do Corpo de Bombeiros do estado de São Paulo.

Falando ainda em emergências com esta classe de incêndio, é de extrema importância que algumas atitudes sejam adotadas de modo geral, para evitar incêndios na cozinha:

1 – O gás é um dos grandes vilões na cozinha. Verifique se estão bem ajustados o regulador de pressão, a mangueira e a abraçadeira (peça que veda a mangueira e válvula de gás, para não haja escape). A troca do equipamento deve ser realizada a cada cinco anos;

2 – Em caso de vazamento de gás, não acenda ou apague a luz e nem risque fósforo. Qualquer faísca pode provocar incêndio;

3 – Para verificar se há vazamento no cilindro, passe uma esponja com detergente nas conexões, na mangueira e no regulador. Se aparecer bolhas pode haver vazamento;

4 – Manuseie botijões de gás com cuidado. Os botijões devem ser armazenados em locais bem limpos, ventilados, livres de óleo e graxa, protegidos contra chuva, sol e outras fontes de calor;

5 – As roupas, utilizadas pelos profissionais da cozinha, devem ser justas e mangas apertadas;

6 – Não coloque materiais com fácil combustibilidade perto do fogão, como: papel toalha, alumínio e líquidos inflamáveis;

7 – Para evitar aquecimentos e situações de curto-circuito, é importante utilizar sempre tomadas com ligação terra;

8 – Verifique as instalações elétricas! Não ligue vários equipamentos em uma única tomada. Isso pode causar sobrecarga no condutor elétrico e risco de curto-circuito. Fique atento aos fios não encapados;

9 – Esteja sempre atento às panelas. Verifique se os cabos não estão para fora, para evitar quedas ou queimaduras graves;

10 – Não deixe óleo aquecer por muito tempo;

11 – Caso se inicie um incêndio na panela, não jogue água!!! Este procedimento pode provocar um choque térmico e gerar uma grande explosão. MOLHE um pano, torça-o, retirando o excesso de água, para que este NÃO PINGUE, coloque o pano sobre a panela/frigideira e espere até que esfrie (não saia mais vapor);

12 – Não fume dentro da cozinha;

13 – Em qualquer situação de emergência, acione imediatamente o Corpo de Bombeiros.

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Sinalização contra Incêndio e Pânico: O que preciso saber?

Qual a garantia de que seus colaboradores estão protegidos de episódios de incêndio que possam ocorrer na empresa? Mesmo que as medidas necessárias para evitar tais ocorrências sejam tomadas, é necessário considerar que não é possível ficar totalmente imune a elas.

Qualquer edificação precisa contar com sinalizações específicas para casos de incêndio e pânico, tanto em suas dependências internas quanto externas. Diversas definições podem ser aplicadas, para melhor viabilizar a qualidade das sinalizações, sendo as principais delas:

Atenuação: pigmentos fotoluminescentes e quaisquer produtos que contam com eles em sua composição, precisam ter sua luminância reduzida;

Camada de Proteção: se um revestimento conta com proteção contra raios ultravioletas ou abrasão, por exemplo, uma camada deve ser aplicada sobre o revestimento, de modo a potencializar a proteção;

Elemento de Sinalização: é um conjunto composto por substrato, revestimento e camada de proteção;

Ensaio de Rotina: é necessário avaliar se determinado material está em condições propícias de utilização;

Ensaio de Tipo: no momento da validação de um produto ou quando ocorre uma mudança na produção ou matéria-prima, deve haver uma verificação de conformidade dos requisitos;

Iluminância: é a avaliação do fluxo luminoso presente em cada superfície iluminada;

Os elementos de sinalização são submetidos a testes de conformidade, a partir dos quais se determina a segurança e a garantia em utilizá-los.

Para comprovar que os materiais utilizados atendem a todas as legislações vigentes, são emitidos laudos em laboratórios credenciados. Para isso, algumas exigências principais precisam ser cumpridas. Entre as principais, podemos citar a propagação da chama e a resistência a itens como agentes químicos, lavagem, água, detergentes, sabão, óleo comestível, gordura, névoa salina, intemperismo e efeito fotoluminescente.

Quais são as principais especificações para as sinalizações contra incêndio e pânico?

As placas de sinalização devem ser visíveis e em sua face apresentar o nome, logotipo ou CNPJ do fabricante. Adicionalmente, os elementos de sinalização com características fotoluminescentes devem apresentar os seguintes dados:

  • intensidade luminosa em milicandelas por metro quadrado, a 10 min e 60 min após a remoção de excitação da luz 22ºC +/- 3ºC (mínimo aceitável 140/20);
  • tempo de atenuação, em minutos, a 22 ºC +/- 3 ºC (mínimo aceitável 1800);
  • cor durante excitação (K = cor verde);
  • cor da fotoluminescência (W = branca).

Para as sinalizações complementares de indicação continuada de rota de saída (próxima ao solo), devem apresentar os seguintes parâmetros técnicos mínimos: 20/2,8 – 340 – K – W.

Representação em Planta

As sinalizações devem ser representadas em plantas baixas de planos e projetos, conforme especificado no item 6.1.1 da NBR 13.434/2004, Parte 1.

Isso é feito por meio de uma circunferência partida horizontalmente ao meio, sendo que na parte superior deve constar o código do símbolo, conforme item 5 da NBR 13.434/2004, Parte 2. Na parte inferior, devem constar suas dimensões em milímetros, conforme Tabela 1 da mesma norma.

Dimensões dos Sinalizadores

Para o cálculo das dimensões das placas e do tamanho da letra das sinalizações, deve-se observar a relação abaixo:

  • Dimensões de placas

A > L²_

A = área da placa em metros quadrados.

L = distância do observador diante da placa, em metros.

Essa relação é válida para distâncias mínimas de 4 m e máximas de 50 m.

  • Dimensões de letras

h > L

h = altura da letra em metros.

L = distância do observador diante da placa, em metros.

Como uma empresa pode se adaptar as regras de sinalizações?

Quando um imóvel é construído para fins comerciais, existem algumas determinações a serem cumpridas, como as que dizem respeito a escadas de segurança, compartimentação horizontal (para estabelecimentos como shopping centers, por exemplo), controle de fumaça, sistema de hidrantes e rotas de fuga.

Caso ocorram ampliações ou unificações posteriores, tais áreas também precisam ser levadas em conta nessa análise.

Além disso, itens como extintores de incêndio, alarmes de incêndio, iluminação de emergência, sinalização de emergência, brigada de incêndio e saídas de emergência são fundamentais para que o funcionamento seja autorizado.

O mais importante, entretanto, é adquirir sinalizações fotoluminescentes de uma empresa que tenha os laudos realizados em laboratórios credenciados, comprovando que atendam todos os requisitos exigidos na NBR.

Como funciona a inspeção e manutenção das placas de sinalização de incêndio e pânico?

Quando o Corpo de Bombeiros efetua a vistoria no local, verifica se as placas estão de acordo com o projeto e se o material atende a todas as exigências da NBR. Caso seja constatado que a sinalização não está em conformidade, o bombeiro comunica o responsável, oferecendo um novo prazo para que a correção das inconformidades ou troca do material seja efetuada.

Como se pode ver, a adequação das sinalizações passa a ser uma medida de segurança indispensável. Quando bem aplicada, a sinalização permite a evacuação do imóvel e a localização dos equipamentos de combate a incêndio.

Cabe ressaltar também que, caso a edificação conte com brigadistas e/ou bombeiro civil, as inspeções e manutenções das placas de sinalização são de responsabilidade destas equipes.

É natural que, diante de tal ocorrência, as pessoas entrem em pânico. É aí que a correta sinalização da rota de fuga evita que acabem se deslocando para locais ainda mais perigosos.

 

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Engasgo: O que é, como identificar e o que fazer!

O que é engasgo?

Denominamos engasgo quando ocorre o bloqueio da traqueia ( órgão responsável em enviar e retirar o ar dos pulmões) por um objeto estranho, por vômito ou até mesmo sangue. Fisiologicamente, a traqueia é frequentemente protegida pela epiglote, esta nada mais serve como uma porta que abre e fecha, conforme a necessidade de ar. Assim, quando ocorre a passagem de ar, a epiglote permanece aberta, porém quando ocorre a alimentação, a epiglote é fechada, impedindo que qualquer alimento ou corpo estranho, alcance a traqueia e, posteriormente, os pulmões.

Dessa forma, quando a epiglote falha em sua função, os alimentos, líquidos ou qualquer tipo de objeto estranho, ultrapassa a epiglote, alcançando a traqueia, ocasionando o bloqueio do ar. Por isso que, em alguns casos, o engasgo pode levar à morte por asfixia e, às vezes, pode até deixar a pessoa parcialmente ou totalmente inconsciente.

É necessário saber que dependendo da gravidade do engasgo, esta é uma situação de emergência médica, sendo necessário acionar o serviço de atendimento especializado em emergência o mais rápido possível; pode ser uma questão de vida ou morte!

Como proceder?

Em caso de engasgo por corpos estranhos como: moedas, pequenos brinquedos, pedra ou qualquer outro objeto pequeno, a manobra que se realiza é a conhecida mundialmente como Manobra de Heimlich. Essa técnica foi descrita pela primeira vez pelo médico estadunidense Henry Heimlich em 1974 e induz uma tosse artificial, que deve expelir o objeto da traqueia da vítima.

Esta manobra tem como objetivo realizar uma pressão positiva na região do epigastro (“boca do estômago”), a qual fica localizada dois dedos abaixo do fim do esterno (osso longo que une as costelas), colaborando com a desobstrução e consequente passagem de ar.

Como realizar a Manobra de Heimlich em adultos e crianças maiores que um ano?

  • Abraçar a pessoa engasgada pelo abdômen;
  • No caso de adultos, posicionar-se atrás da pessoa ainda consciente;
  • No caso de crianças, posicionar-se atrás, mas de joelhos;
  • Atrás da vítima coloque uma das mãos sobre a região da “boca do estômago” e com a outra mão, comprima a primeira mão, ao mesmo tempo em que empurra a região dentro e para cima, parecendo que está levantando a pessoa;
  • Continue o movimento até que a pessoa elimine o objeto que está causando a obstrução.

Em caso de pessoa inconsciente, não realize a manobra e contate imediatamente o serviço de emergência.

Como realizar a manobra em crianças menores de um ano e bebês?

Consciente:

  • Coloque o bebê em decúbito ventral (de bruços) em cima de seu braço e faça 5 compressões entre as escápulas (no meio das costas);
  • Depois, vire o bebê de barriga para cima e faça 5 compressões sobre o esterno (osso do meio);
  • Se conseguir visualizar o objeto, retire o mesmo;
  • Caso não seja possível a visualização do objeto, nem a retirada, continue realizando as compressões até a chegada do serviço de emergência.

Inconsciente:

  • Deite o bebê em decúbito dorsal (barriga para cima) em seu braço e abra boca e nariz;
  • Verifique se o bebê está respirando;
  • Se o bebê não estiver respirando, realize duas respirações, bloqueando a boca e o nariz;
  • Observe se há expansão do peito; em caso negativo, realize novamente a respiração;
  • Contate imediatamente o serviço de atendimento de emergência.

 

No serviço e atendimento a emergência, os procedimentos normalmente utilizados são:

Ventilação mecânica: é o método que utiliza uma máscara de ventilação para auxiliar a entrada e a saída de ar do organismo;

Traqueostomia: é o método que utiliza a abertura da traqueia para fazer o desbloqueio da mesma;

Intubação endotraqueal: é o método que utiliza um tubo que é introduzido na traqueia para facilitar a ventilação mecânica ou a ventilação através de aparelhos;

Cricotireoidostomia: é o método que utiliza a abertura da laringe ao nível da membrana cricotiroidea para acessar rapidamente a via aérea.

Lembre-se:  “Em toda e qualquer situação de emergência que envolva principalmente a atuação com primeiros socorros, é necessário manter a calma, para poder agir com segurança e inteligência.”

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NR-35 e a sua importância na Segurança do Trabalho

A realização do Trabalho em Altura traz uma série de riscos, responsabilidades, compromissos e obrigações para a empresa, empregadores e o próprio trabalhador. Todas essas responsabilidades devem ser assumidas e tratadas seriamente para que a realização do Trabalho em Altura possa ser segura e cumprida da melhor forma possível. Para garantir que todos estejam em sintonia durante essa execução, a NR-35 estabelece as normas, deveres e parâmetros para um trabalho seguro e feito com responsabilidade.

É considerado Trabalho em Altura, qualquer atividade realizada a partir de uma altura de 2 metros da base principal, ou seja, a partir dessa altitude mínima, o trabalhador precisa estar amparado por EPIs adequados, a análise de risco já deve ter sido feita, o empregador já forneceu o treinamento recomendado e os equipamentos de segurança que seus funcionários necessitarem. Resumindo, todos os pontos levantados pela NR-35 foram respeitados para que corra tudo bem durante a execução das atividades.

NR-35: Responsabilidades do Empregador

O empregador exerce papel bastante importante na realização do Trabalho em Altura e no respeito às diretrizes e normas da NR-35. Por isso, é essencial que ele esteja ciente de suas responsabilidades e as cumpra sempre que o trabalhador for exposto a atividades com suspensão superior a 2 metros de altura.

De acordo com a NR-35 as responsabilidades do empregador são:

  • Garantir a implementação das medidas de proteção estabelecidas na NR-35;
  • Assegurar a realização da Análise de Risco e a emissão da Permissão de Trabalho;
  • Desenvolver procedimento operacional para as atividades rotineiras de trabalho em altura;
  • Garantir aos trabalhadores informações atualizadas sobre os riscos e as medidas de controle;
  • Garantir que as atividades sejam iniciadas somente depois que todas as medidas da NR-35 forem adotadas;
  • Suspender as atividades sempre que um risco não previsto se apresentar.

NR-35:  Responsabilidades do Trabalhador

O trabalhador é o maior beneficiado pelas normas estabelecidas na NR-35. Mas, se as informações contidas nela não forem respeitadas, também poderá ser o mais prejudicado. Por isso, é importante que o empregador forneça todas as informações que seus funcionários precisem e certifique-se de que estão treinados e certificados para o Trabalho em Altura.

De acordo com a NR-35, as responsabilidades do trabalhador são:

  • Cumprir as disposições legais e regulamentares sobre Trabalho em Altura, inclusive os procedimentos expedidos pelo empregador;
  • Colaborar com o empregador na implementação das disposições contidas na NR-35;
  • Interromper suas atividades exercendo o direito de recusa, sempre que existirem evidências de riscos graves e iminentes para sua segurança e saúde ou a de outras pessoas, comunicando imediatamente o fato a seu superior hierárquico, que tomará as medidas cabíveis;
  • Zelar pela sua segurança e saúde e a de outras pessoas que possam ser afetadas por suas ações ou omissões no trabalho.

Outros fatores que necessitam ser respeitados:

  • Capacitação e Treinamento: trabalhadores e supervisores precisam participar do treinamento de capacitação para o Trabalho em Altura. No caso dos profissionais, a carga horário mínima é de oito horas e abrange as principais informações sobre essa atividade. Para os supervisores, a carga horária mínima é de 40 horas, pois precisa de informações complementares;
  • Análise de risco: de acordo com a NR-35, é essencial que seja feita a análise de risco antes da realização de Trabalho em Altura. Essa análise de risco deve contemplar o local em que os serviços serão executados e seu entorno, o isolamento e a sinalização no entorno da área de trabalho, estabelecimento dos sistemas e pontos de ancoragem, o risco de queda de materiais e ferramentas, condições impeditivas, entre outros;
  • Permissão de Trabalho: as atividades de Trabalho em Altura não rotineiras devem ser previamente autorizadas mediante permissão de trabalho. Ela deve ser aprovada pelo responsável pela autorização da permissão, disponibilizada no local de execução da atividade e, ao final, encerrada e arquivada de forma que possa ser localizada facilmente. A permissão de trabalho deve ter validade de acordo com a atividade a ser executada;
  • EPIs: como toda atividade que representa algum tipo de risco ao trabalhador, a NR-35 determina que o profissional que realiza Trabalho em Altura deve estar devidamente equipado com os EPIs necessários para realizar seu trabalho. É essencial se certificar que estejam em condições ideais de uso e sejam substituídos sempre que mostrarem sinal de desgaste ou defeito.

Conhecer a NR-35 e todas as suas diretrizes e informações é essencial para a realização segura do Trabalho em Altura. Os empregadores e trabalhadores precisam ter consciência de suas responsabilidades para que tudo corra perfeitamente e de forma segura.

É sempre bom se manter atualizado em relação a essa norma, pois o mercado de segurança é muito dinâmico.

Aproveite para dar uma olhada no material referente ao assunto disponibilizado aqui no site neste artigo.

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Temperatura e Fluxo de Calor em casos de Incêndio

Apesar da conscientização dos riscos inerentes à área de combate a incêndio
ter melhorado consideravelmente nas últimas décadas, muitas questões sobre como aumentar a segurança do bombeiro por meio de melhores equipamentos de proteção individual ainda não foram respondidas! Isso faz com que este assunto ainda seja largamente pesquisado em grandes centros pelo mundo, inclusive com o objetivo de melhorar as normas existentes, ou mesmo criar novas normas.

E só com um maior conhecimento de como um incêndio se desenvolve e, conseqüentemente, do ambiente a que o bombeiro está exposto é que será possível buscar uma maior proteção para o bombeiro, melhorando os
níveis de segurança dos seus equipamentos de proteção individual, principalmente por meio do desenvolvimento de normas e padrões para estes equipamentos.

Nos últimos anos, com a implantação do projeto de modernização dos
procedimentos de combate a incêndio, o treinamento de combate a incêndio passou a ser realizado em um sistema composto de contêineres, similar ao existente em diversos países da Europa e América no Norte. Este sistema foi apresentado pela primeira vez em uma palestra realizada no X SENABOM
realizado em Belém/PA, em 2008.

Com o objetivo de melhor compreender o desenvolvimento dos incêndios e a
sua influência diretamente nos bombeiros, diversos treinamentos são monitorados por meio de sensores termopares, tanto no ambiente, quanto no equipamento de proteção individual dos bombeiros, como por exemplo, na face interna e externa da roupa de proteção e nas máscaras de proteção respiratória. Além de sensores termopares, foram também utilizados
medidores de fluxo de calor. Por meio dessas medições, foi possível verificar a temperatura e o fluxo de calor a que os bombeiros estão submetidos em uma situação de pré-generalização do incêndio (pré-flashover).

O serviço dos bombeiros é considerado, em geral, uma ocupação perigosa,
principalmente por estarem expostos a diversas condições térmicas geradas pelos incêndios.

Existem dois componentes principais da exposição térmica que impactam os bombeiros:

1. Fluxo de calor – Taxa de energia térmica transferida de uma região
mais fria para uma mais quente;

2. Temperatura – Medida direta da atividade molecular, ou seja, é a
medida da energia térmica.

Estes componentes são acoplados e em conjunto criam as condições que
oferecem risco para os bombeiros em um incêndio. Geralmente as pessoas associam o risco de se queimar à temperatura, mas ela é apenas parte da história. A temperatura é o resultado da energia gerada pelo incêndio e transferida como fluxo de calor para o ambiente e objetos, tais como o mobiliário, a roupa de proteção e a camada de fumaça.

Sendo assim, o fluxo de calor é o que causa a mudança de temperatura em um incêndio. De uma forma simples, o calor pode ser transferido de três formas:

Condução – transferência de calor por meio do contato direto entre as
moléculas do material em corpos sólidos;

Convecção – transferência de calor de um fluido em movimento até
uma superfície sólida ou para outro fluido;

Radiação Térmica – É a transferência de calor por meio de ondas
eletromagnéticas.

Cada uma dessas formas de fluxo de calor geram um impacto nos riscos de uma pessoa sofrer uma queimadura e elas causam uma mudança na temperatura sentida pelo bombeiro. Dessa forma, é importante lembrar que é a combinação do fluxo de calor e da mudança de temperatura resultante que causa queimaduras.

Para que o bombeiro diminua o risco de se queimar, é importante que ele
tente manter algum espaço com ar entre as diversas camadas da roupa de aproximação e entre a roupa de baixo, pois o ar atua como um isolante térmico.

Estudos realizados no pelo NIOSH e outros institutos comprovaram que caso haja um uma compressão, como um toque em um objeto ou em outros bombeiros, o calor armazenado nas camadas da roupa de aproximação será liberado mais facilmente, levando a queimadura no ponto onde houve a compressão.

A compreensão da dinâmica de um incêndio é essencial para a atividade de
prevenção, combate e investigação de incêndios. No combate ao incêndio, aliada a esta compreensão, é extremamente importante que o bombeiro tenha o conhecimento das condições que podem existir no ambiente em que ele estará trabalhando, de forma que ele possa ter uma noção mais clara dos riscos a que ele estará submetido. Com o sistema de treinamento de combate a incêndio atualmente utilizado no Corpo de Bombeiros Militares é possível simularmos situações próximas a um incêndio real, mas em
condições de controle e medição. Desta forma, foi possível monitorar, por meios de sensores, a temperatura e fluxo de calor a que os bombeiros estão submetidos quando em treinamento.

Nas condições de treinamento, foi evidenciado que os bombeiros podem estar submetidos a temperaturas de até 200ºC no lado externo da roupa de proteção e de 80º C dentro da roupa de proteção, podendo estar submetidos a picos de fluxo de calor próximos a 8 kW/m2.

Estes dados são importantes na avaliação e criação de normas sobre as roupas de proteção, bem como das máscaras de proteção respiratória.

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Risco de Incêndio: Qual a sua influência nas medidas de proteção?

Você sabia que as medidas de proteção adequadas para cada construção variam de acordo com seu risco de incêndio?

Conhecendo o risco que o lugar apresenta, é possível prepará-lo através do uso de equipamentos e produtos para proteção contra incêndios.

Por que escolher os equipamentos de proteção contra incêndio corretamente?

Em nosso dia a dia, podemos verificar que os riscos de incêndio são inúmeros. Eles geralmente estão ocultos e você não consegue percebê-los até que seja tarde demais. Para entender a necessidade de ter todo o equipamento de proteção contra incêndio necessário, é interessante compreender como a maioria dos incêndios têm seu início.

Inicialmente, a fumaça e o fogo são pouco visíveis, se apresentando em um princípio de incêndio que,  se for contido nessa fase ele sequer chega a causar danos materiais, porém se torna mais difícil a detecção do fogo sem os equipamentos corretos.

Na sequência, o fogo começa apresentar um aumento de temperatura encontrando combustíveis para mantê-lo. Nessa fase ele já está mais difícil de controlar, mas ainda não impossível. Somente após consumir todos os combustíveis próximos acontece a combustão total, quando o fogo já é incontrolável.

Chegando nessa fase, o risco da perda material e possivelmente de vidas, é imenso!

Certamente, você não quer que seu local de trabalho atinja este último estágio de incêndio!  Por isso, é essencial garantir que seu empreendimento esteja equipado com todos os itens necessários para proteção contra incêndio, pois  sem eles, os riscos são altos e a chance de perdas irreversíveis é extremamente alta.

Classificação de Risco para Incêndios

Preste bastante atenção: essa classificação não significa que você pode abrir mão das medidas de proteção contra incêndio. Dependendo da classificação de risco do seu empreendimento, o número de equipamentos de proteção em cada área muda.

Em geral, são divididos em: Risco Leve, Risco Médio, Risco Alto.

O risco de incêndio de um local é calculado de acordo com a soma das energias caloríficas que podem surgir com a quantidade de combustível presente. Os itens inflamáveis que contam para esse cálculo podem estar presentes em toda a construção, incluindo revestimentos das paredes, pisos e tetos.

Portanto, quanto maior a presença de itens inflamáveis e combustíveis, maior o risco de incêndio. Assim, é possível prevenir-se ao utilizar os equipamentos mais adequados, na quantidade e posicionamentos corretos.

Para melhor entendimento, iremos detalhar alguns tipos de construções que se encaixam em cada tipo de risco de incêndio. Um pequeno detalhe: a melhor prevenção acontece ainda em estágio de obras. Então não deixe para depois!

Risco Baixo

Em geral, estas edificações não possuem muito combustível no seu interior ou revestimento. Eles podem ser locais: Residenciais, Prédios Públicos, Escolas, Comércios, Microempresas, Empresas de pequeno porte e Microempreendedores Individuais.

Tome cuidado com a categoria de comércios! Na verdade, é preciso analisar caso a caso para ter certeza que o risco de incêndio é realmente leve. Um comerciante de bebidas destiladas, por exemplo, possui um risco bastante alto de incêndio na sua loja. Ao mesmo tempo, um comércio de jóias tem o risco razoavelmente baixo.

Analise as situações individualmente para ter certeza que está aplicando as medidas de proteção de incêndio adequadas. Além disso, muitos dos prédios considerados como risco de incêndio leve são usados para reunião de pessoas, como escolas e áreas residenciais. Por isso, as medidas de proteção contra incêndio ainda sim, são essenciais.

Os riscos podem ser baixos, mas caso o fogo aconteça ele pode gerar caos, tumulto, perda material e até mesmo mortes.

Risco Médio

Construções com risco médio possuem algum material combustível, porém não o suficiente para criar um acidente grande. Elas devem investir em medidas de proteção mais rígidas para garantir sua segurança. As áreas incluídas nessa classificação são: Hospitais e Laboratórios, Garagens, Comércios, Indústrias.

Risco Alto

Estas edificações obviamente precisam de medidas de proteção contra incêndio extremamente bem planejadas desde a obra. Como os riscos são altos, a quantidade de equipamentos como sprinklers e alarmes de incêndio devem ser adequados. Entre elas encontramos: Comércios, Indústrias, Mistas, Especiais.

Depois de saber o risco de incêndio que uma edificação pode apresentar, é chegada a hora de adequá-la para ter a melhor proteção possível. Para isso, você precisará de equipamentos de proteção e procedimentos adequados.

Para conhecer mais sobre os equipamentos de segurança contra incêndio e a importância da realização dos procedimentos adequados em seu estabelecimento, você pode consultar artigos anteriores presentes no site.

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