Sinalização contra Incêndio e Pânico: O que preciso saber?

Qual a garantia de que seus colaboradores estão protegidos de episódios de incêndio que possam ocorrer na empresa? Mesmo que as medidas necessárias para evitar tais ocorrências sejam tomadas, é necessário considerar que não é possível ficar totalmente imune a elas.

Qualquer edificação precisa contar com sinalizações específicas para casos de incêndio e pânico, tanto em suas dependências internas quanto externas. Diversas definições podem ser aplicadas, para melhor viabilizar a qualidade das sinalizações, sendo as principais delas:

Atenuação: pigmentos fotoluminescentes e quaisquer produtos que contam com eles em sua composição, precisam ter sua luminância reduzida;

Camada de Proteção: se um revestimento conta com proteção contra raios ultravioletas ou abrasão, por exemplo, uma camada deve ser aplicada sobre o revestimento, de modo a potencializar a proteção;

Elemento de Sinalização: é um conjunto composto por substrato, revestimento e camada de proteção;

Ensaio de Rotina: é necessário avaliar se determinado material está em condições propícias de utilização;

Ensaio de Tipo: no momento da validação de um produto ou quando ocorre uma mudança na produção ou matéria-prima, deve haver uma verificação de conformidade dos requisitos;

Iluminância: é a avaliação do fluxo luminoso presente em cada superfície iluminada;

Os elementos de sinalização são submetidos a testes de conformidade, a partir dos quais se determina a segurança e a garantia em utilizá-los.

Para comprovar que os materiais utilizados atendem a todas as legislações vigentes, são emitidos laudos em laboratórios credenciados. Para isso, algumas exigências principais precisam ser cumpridas. Entre as principais, podemos citar a propagação da chama e a resistência a itens como agentes químicos, lavagem, água, detergentes, sabão, óleo comestível, gordura, névoa salina, intemperismo e efeito fotoluminescente.

Quais são as principais especificações para as sinalizações contra incêndio e pânico?

As placas de sinalização devem ser visíveis e em sua face apresentar o nome, logotipo ou CNPJ do fabricante. Adicionalmente, os elementos de sinalização com características fotoluminescentes devem apresentar os seguintes dados:

  • intensidade luminosa em milicandelas por metro quadrado, a 10 min e 60 min após a remoção de excitação da luz 22ºC +/- 3ºC (mínimo aceitável 140/20);
  • tempo de atenuação, em minutos, a 22 ºC +/- 3 ºC (mínimo aceitável 1800);
  • cor durante excitação (K = cor verde);
  • cor da fotoluminescência (W = branca).

Para as sinalizações complementares de indicação continuada de rota de saída (próxima ao solo), devem apresentar os seguintes parâmetros técnicos mínimos: 20/2,8 – 340 – K – W.

Representação em Planta

As sinalizações devem ser representadas em plantas baixas de planos e projetos, conforme especificado no item 6.1.1 da NBR 13.434/2004, Parte 1.

Isso é feito por meio de uma circunferência partida horizontalmente ao meio, sendo que na parte superior deve constar o código do símbolo, conforme item 5 da NBR 13.434/2004, Parte 2. Na parte inferior, devem constar suas dimensões em milímetros, conforme Tabela 1 da mesma norma.

Dimensões dos Sinalizadores

Para o cálculo das dimensões das placas e do tamanho da letra das sinalizações, deve-se observar a relação abaixo:

  • Dimensões de placas

A > L²_

A = área da placa em metros quadrados.

L = distância do observador diante da placa, em metros.

Essa relação é válida para distâncias mínimas de 4 m e máximas de 50 m.

  • Dimensões de letras

h > L

h = altura da letra em metros.

L = distância do observador diante da placa, em metros.

Como uma empresa pode se adaptar as regras de sinalizações?

Quando um imóvel é construído para fins comerciais, existem algumas determinações a serem cumpridas, como as que dizem respeito a escadas de segurança, compartimentação horizontal (para estabelecimentos como shopping centers, por exemplo), controle de fumaça, sistema de hidrantes e rotas de fuga.

Caso ocorram ampliações ou unificações posteriores, tais áreas também precisam ser levadas em conta nessa análise.

Além disso, itens como extintores de incêndio, alarmes de incêndio, iluminação de emergência, sinalização de emergência, brigada de incêndio e saídas de emergência são fundamentais para que o funcionamento seja autorizado.

O mais importante, entretanto, é adquirir sinalizações fotoluminescentes de uma empresa que tenha os laudos realizados em laboratórios credenciados, comprovando que atendam todos os requisitos exigidos na NBR.

Como funciona a inspeção e manutenção das placas de sinalização de incêndio e pânico?

Quando o Corpo de Bombeiros efetua a vistoria no local, verifica se as placas estão de acordo com o projeto e se o material atende a todas as exigências da NBR. Caso seja constatado que a sinalização não está em conformidade, o bombeiro comunica o responsável, oferecendo um novo prazo para que a correção das inconformidades ou troca do material seja efetuada.

Como se pode ver, a adequação das sinalizações passa a ser uma medida de segurança indispensável. Quando bem aplicada, a sinalização permite a evacuação do imóvel e a localização dos equipamentos de combate a incêndio.

Cabe ressaltar também que, caso a edificação conte com brigadistas e/ou bombeiro civil, as inspeções e manutenções das placas de sinalização são de responsabilidade destas equipes.

É natural que, diante de tal ocorrência, as pessoas entrem em pânico. É aí que a correta sinalização da rota de fuga evita que acabem se deslocando para locais ainda mais perigosos.

 

Deixe nos comentários! Gostou do texto? Comente, deixe o seu “gostei” e compartilhe!

Engasgo: O que é, como identificar e o que fazer!

O que é engasgo?

Denominamos engasgo quando ocorre o bloqueio da traqueia ( órgão responsável em enviar e retirar o ar dos pulmões) por um objeto estranho, por vômito ou até mesmo sangue. Fisiologicamente, a traqueia é frequentemente protegida pela epiglote, esta nada mais serve como uma porta que abre e fecha, conforme a necessidade de ar. Assim, quando ocorre a passagem de ar, a epiglote permanece aberta, porém quando ocorre a alimentação, a epiglote é fechada, impedindo que qualquer alimento ou corpo estranho, alcance a traqueia e, posteriormente, os pulmões.

Dessa forma, quando a epiglote falha em sua função, os alimentos, líquidos ou qualquer tipo de objeto estranho, ultrapassa a epiglote, alcançando a traqueia, ocasionando o bloqueio do ar. Por isso que, em alguns casos, o engasgo pode levar à morte por asfixia e, às vezes, pode até deixar a pessoa parcialmente ou totalmente inconsciente.

É necessário saber que dependendo da gravidade do engasgo, esta é uma situação de emergência médica, sendo necessário acionar o serviço de atendimento especializado em emergência o mais rápido possível; pode ser uma questão de vida ou morte!

Como proceder?

Em caso de engasgo por corpos estranhos como: moedas, pequenos brinquedos, pedra ou qualquer outro objeto pequeno, a manobra que se realiza é a conhecida mundialmente como Manobra de Heimlich. Essa técnica foi descrita pela primeira vez pelo médico estadunidense Henry Heimlich em 1974 e induz uma tosse artificial, que deve expelir o objeto da traqueia da vítima.

Esta manobra tem como objetivo realizar uma pressão positiva na região do epigastro (“boca do estômago”), a qual fica localizada dois dedos abaixo do fim do esterno (osso longo que une as costelas), colaborando com a desobstrução e consequente passagem de ar.

Como realizar a Manobra de Heimlich em adultos e crianças maiores que um ano?

  • Abraçar a pessoa engasgada pelo abdômen;
  • No caso de adultos, posicionar-se atrás da pessoa ainda consciente;
  • No caso de crianças, posicionar-se atrás, mas de joelhos;
  • Atrás da vítima coloque uma das mãos sobre a região da “boca do estômago” e com a outra mão, comprima a primeira mão, ao mesmo tempo em que empurra a região dentro e para cima, parecendo que está levantando a pessoa;
  • Continue o movimento até que a pessoa elimine o objeto que está causando a obstrução.

Em caso de pessoa inconsciente, não realize a manobra e contate imediatamente o serviço de emergência.

Como realizar a manobra em crianças menores de um ano e bebês?

Consciente:

  • Coloque o bebê em decúbito ventral (de bruços) em cima de seu braço e faça 5 compressões entre as escápulas (no meio das costas);
  • Depois, vire o bebê de barriga para cima e faça 5 compressões sobre o esterno (osso do meio);
  • Se conseguir visualizar o objeto, retire o mesmo;
  • Caso não seja possível a visualização do objeto, nem a retirada, continue realizando as compressões até a chegada do serviço de emergência.

Inconsciente:

  • Deite o bebê em decúbito dorsal (barriga para cima) em seu braço e abra boca e nariz;
  • Verifique se o bebê está respirando;
  • Se o bebê não estiver respirando, realize duas respirações, bloqueando a boca e o nariz;
  • Observe se há expansão do peito; em caso negativo, realize novamente a respiração;
  • Contate imediatamente o serviço de atendimento de emergência.

 

No serviço e atendimento a emergência, os procedimentos normalmente utilizados são:

Ventilação mecânica: é o método que utiliza uma máscara de ventilação para auxiliar a entrada e a saída de ar do organismo;

Traqueostomia: é o método que utiliza a abertura da traqueia para fazer o desbloqueio da mesma;

Intubação endotraqueal: é o método que utiliza um tubo que é introduzido na traqueia para facilitar a ventilação mecânica ou a ventilação através de aparelhos;

Cricotireoidostomia: é o método que utiliza a abertura da laringe ao nível da membrana cricotiroidea para acessar rapidamente a via aérea.

Lembre-se:  “Em toda e qualquer situação de emergência que envolva principalmente a atuação com primeiros socorros, é necessário manter a calma, para poder agir com segurança e inteligência.”

Deixe nos comentários! Gostou do texto? Comente, deixe o seu “gostei” e compartilhe!

 

NR-35 e a sua importância na Segurança do Trabalho

A realização do Trabalho em Altura traz uma série de riscos, responsabilidades, compromissos e obrigações para a empresa, empregadores e o próprio trabalhador. Todas essas responsabilidades devem ser assumidas e tratadas seriamente para que a realização do Trabalho em Altura possa ser segura e cumprida da melhor forma possível. Para garantir que todos estejam em sintonia durante essa execução, a NR-35 estabelece as normas, deveres e parâmetros para um trabalho seguro e feito com responsabilidade.

É considerado Trabalho em Altura, qualquer atividade realizada a partir de uma altura de 2 metros da base principal, ou seja, a partir dessa altitude mínima, o trabalhador precisa estar amparado por EPIs adequados, a análise de risco já deve ter sido feita, o empregador já forneceu o treinamento recomendado e os equipamentos de segurança que seus funcionários necessitarem. Resumindo, todos os pontos levantados pela NR-35 foram respeitados para que corra tudo bem durante a execução das atividades.

NR-35: Responsabilidades do Empregador

O empregador exerce papel bastante importante na realização do Trabalho em Altura e no respeito às diretrizes e normas da NR-35. Por isso, é essencial que ele esteja ciente de suas responsabilidades e as cumpra sempre que o trabalhador for exposto a atividades com suspensão superior a 2 metros de altura.

De acordo com a NR-35 as responsabilidades do empregador são:

  • Garantir a implementação das medidas de proteção estabelecidas na NR-35;
  • Assegurar a realização da Análise de Risco e a emissão da Permissão de Trabalho;
  • Desenvolver procedimento operacional para as atividades rotineiras de trabalho em altura;
  • Garantir aos trabalhadores informações atualizadas sobre os riscos e as medidas de controle;
  • Garantir que as atividades sejam iniciadas somente depois que todas as medidas da NR-35 forem adotadas;
  • Suspender as atividades sempre que um risco não previsto se apresentar.

NR-35:  Responsabilidades do Trabalhador

O trabalhador é o maior beneficiado pelas normas estabelecidas na NR-35. Mas, se as informações contidas nela não forem respeitadas, também poderá ser o mais prejudicado. Por isso, é importante que o empregador forneça todas as informações que seus funcionários precisem e certifique-se de que estão treinados e certificados para o Trabalho em Altura.

De acordo com a NR-35, as responsabilidades do trabalhador são:

  • Cumprir as disposições legais e regulamentares sobre Trabalho em Altura, inclusive os procedimentos expedidos pelo empregador;
  • Colaborar com o empregador na implementação das disposições contidas na NR-35;
  • Interromper suas atividades exercendo o direito de recusa, sempre que existirem evidências de riscos graves e iminentes para sua segurança e saúde ou a de outras pessoas, comunicando imediatamente o fato a seu superior hierárquico, que tomará as medidas cabíveis;
  • Zelar pela sua segurança e saúde e a de outras pessoas que possam ser afetadas por suas ações ou omissões no trabalho.

Outros fatores que necessitam ser respeitados:

  • Capacitação e Treinamento: trabalhadores e supervisores precisam participar do treinamento de capacitação para o Trabalho em Altura. No caso dos profissionais, a carga horário mínima é de oito horas e abrange as principais informações sobre essa atividade. Para os supervisores, a carga horária mínima é de 40 horas, pois precisa de informações complementares;
  • Análise de risco: de acordo com a NR-35, é essencial que seja feita a análise de risco antes da realização de Trabalho em Altura. Essa análise de risco deve contemplar o local em que os serviços serão executados e seu entorno, o isolamento e a sinalização no entorno da área de trabalho, estabelecimento dos sistemas e pontos de ancoragem, o risco de queda de materiais e ferramentas, condições impeditivas, entre outros;
  • Permissão de Trabalho: as atividades de Trabalho em Altura não rotineiras devem ser previamente autorizadas mediante permissão de trabalho. Ela deve ser aprovada pelo responsável pela autorização da permissão, disponibilizada no local de execução da atividade e, ao final, encerrada e arquivada de forma que possa ser localizada facilmente. A permissão de trabalho deve ter validade de acordo com a atividade a ser executada;
  • EPIs: como toda atividade que representa algum tipo de risco ao trabalhador, a NR-35 determina que o profissional que realiza Trabalho em Altura deve estar devidamente equipado com os EPIs necessários para realizar seu trabalho. É essencial se certificar que estejam em condições ideais de uso e sejam substituídos sempre que mostrarem sinal de desgaste ou defeito.

Conhecer a NR-35 e todas as suas diretrizes e informações é essencial para a realização segura do Trabalho em Altura. Os empregadores e trabalhadores precisam ter consciência de suas responsabilidades para que tudo corra perfeitamente e de forma segura.

É sempre bom se manter atualizado em relação a essa norma, pois o mercado de segurança é muito dinâmico.

Aproveite para dar uma olhada no material referente ao assunto disponibilizado aqui no site neste artigo.

Deixe nos comentários! Gostou do texto? Comente, deixe o seu “gostei” e compartilhe!

Temperatura e Fluxo de Calor em casos de Incêndio

Apesar da conscientização dos riscos inerentes à área de combate a incêndio
ter melhorado consideravelmente nas últimas décadas, muitas questões sobre como aumentar a segurança do bombeiro por meio de melhores equipamentos de proteção individual ainda não foram respondidas! Isso faz com que este assunto ainda seja largamente pesquisado em grandes centros pelo mundo, inclusive com o objetivo de melhorar as normas existentes, ou mesmo criar novas normas.

E só com um maior conhecimento de como um incêndio se desenvolve e, conseqüentemente, do ambiente a que o bombeiro está exposto é que será possível buscar uma maior proteção para o bombeiro, melhorando os
níveis de segurança dos seus equipamentos de proteção individual, principalmente por meio do desenvolvimento de normas e padrões para estes equipamentos.

Nos últimos anos, com a implantação do projeto de modernização dos
procedimentos de combate a incêndio, o treinamento de combate a incêndio passou a ser realizado em um sistema composto de contêineres, similar ao existente em diversos países da Europa e América no Norte. Este sistema foi apresentado pela primeira vez em uma palestra realizada no X SENABOM
realizado em Belém/PA, em 2008.

Com o objetivo de melhor compreender o desenvolvimento dos incêndios e a
sua influência diretamente nos bombeiros, diversos treinamentos são monitorados por meio de sensores termopares, tanto no ambiente, quanto no equipamento de proteção individual dos bombeiros, como por exemplo, na face interna e externa da roupa de proteção e nas máscaras de proteção respiratória. Além de sensores termopares, foram também utilizados
medidores de fluxo de calor. Por meio dessas medições, foi possível verificar a temperatura e o fluxo de calor a que os bombeiros estão submetidos em uma situação de pré-generalização do incêndio (pré-flashover).

O serviço dos bombeiros é considerado, em geral, uma ocupação perigosa,
principalmente por estarem expostos a diversas condições térmicas geradas pelos incêndios.

Existem dois componentes principais da exposição térmica que impactam os bombeiros:

1. Fluxo de calor – Taxa de energia térmica transferida de uma região
mais fria para uma mais quente;

2. Temperatura – Medida direta da atividade molecular, ou seja, é a
medida da energia térmica.

Estes componentes são acoplados e em conjunto criam as condições que
oferecem risco para os bombeiros em um incêndio. Geralmente as pessoas associam o risco de se queimar à temperatura, mas ela é apenas parte da história. A temperatura é o resultado da energia gerada pelo incêndio e transferida como fluxo de calor para o ambiente e objetos, tais como o mobiliário, a roupa de proteção e a camada de fumaça.

Sendo assim, o fluxo de calor é o que causa a mudança de temperatura em um incêndio. De uma forma simples, o calor pode ser transferido de três formas:

Condução – transferência de calor por meio do contato direto entre as
moléculas do material em corpos sólidos;

Convecção – transferência de calor de um fluido em movimento até
uma superfície sólida ou para outro fluido;

Radiação Térmica – É a transferência de calor por meio de ondas
eletromagnéticas.

Cada uma dessas formas de fluxo de calor geram um impacto nos riscos de uma pessoa sofrer uma queimadura e elas causam uma mudança na temperatura sentida pelo bombeiro. Dessa forma, é importante lembrar que é a combinação do fluxo de calor e da mudança de temperatura resultante que causa queimaduras.

Para que o bombeiro diminua o risco de se queimar, é importante que ele
tente manter algum espaço com ar entre as diversas camadas da roupa de aproximação e entre a roupa de baixo, pois o ar atua como um isolante térmico.

Estudos realizados no pelo NIOSH e outros institutos comprovaram que caso haja um uma compressão, como um toque em um objeto ou em outros bombeiros, o calor armazenado nas camadas da roupa de aproximação será liberado mais facilmente, levando a queimadura no ponto onde houve a compressão.

A compreensão da dinâmica de um incêndio é essencial para a atividade de
prevenção, combate e investigação de incêndios. No combate ao incêndio, aliada a esta compreensão, é extremamente importante que o bombeiro tenha o conhecimento das condições que podem existir no ambiente em que ele estará trabalhando, de forma que ele possa ter uma noção mais clara dos riscos a que ele estará submetido. Com o sistema de treinamento de combate a incêndio atualmente utilizado no Corpo de Bombeiros Militares é possível simularmos situações próximas a um incêndio real, mas em
condições de controle e medição. Desta forma, foi possível monitorar, por meios de sensores, a temperatura e fluxo de calor a que os bombeiros estão submetidos quando em treinamento.

Nas condições de treinamento, foi evidenciado que os bombeiros podem estar submetidos a temperaturas de até 200ºC no lado externo da roupa de proteção e de 80º C dentro da roupa de proteção, podendo estar submetidos a picos de fluxo de calor próximos a 8 kW/m2.

Estes dados são importantes na avaliação e criação de normas sobre as roupas de proteção, bem como das máscaras de proteção respiratória.

Deixe nos comentários! Gostou do texto? Comente, deixe o seu “gostei” e compartilhe!

Risco de Incêndio: Qual a sua influência nas medidas de proteção?

Você sabia que as medidas de proteção adequadas para cada construção variam de acordo com seu risco de incêndio?

Conhecendo o risco que o lugar apresenta, é possível prepará-lo através do uso de equipamentos e produtos para proteção contra incêndios.

Por que escolher os equipamentos de proteção contra incêndio corretamente?

Em nosso dia a dia, podemos verificar que os riscos de incêndio são inúmeros. Eles geralmente estão ocultos e você não consegue percebê-los até que seja tarde demais. Para entender a necessidade de ter todo o equipamento de proteção contra incêndio necessário, é interessante compreender como a maioria dos incêndios têm seu início.

Inicialmente, a fumaça e o fogo são pouco visíveis, se apresentando em um princípio de incêndio que,  se for contido nessa fase ele sequer chega a causar danos materiais, porém se torna mais difícil a detecção do fogo sem os equipamentos corretos.

Na sequência, o fogo começa apresentar um aumento de temperatura encontrando combustíveis para mantê-lo. Nessa fase ele já está mais difícil de controlar, mas ainda não impossível. Somente após consumir todos os combustíveis próximos acontece a combustão total, quando o fogo já é incontrolável.

Chegando nessa fase, o risco da perda material e possivelmente de vidas, é imenso!

Certamente, você não quer que seu local de trabalho atinja este último estágio de incêndio!  Por isso, é essencial garantir que seu empreendimento esteja equipado com todos os itens necessários para proteção contra incêndio, pois  sem eles, os riscos são altos e a chance de perdas irreversíveis é extremamente alta.

Classificação de Risco para Incêndios

Preste bastante atenção: essa classificação não significa que você pode abrir mão das medidas de proteção contra incêndio. Dependendo da classificação de risco do seu empreendimento, o número de equipamentos de proteção em cada área muda.

Em geral, são divididos em: Risco Leve, Risco Médio, Risco Alto.

O risco de incêndio de um local é calculado de acordo com a soma das energias caloríficas que podem surgir com a quantidade de combustível presente. Os itens inflamáveis que contam para esse cálculo podem estar presentes em toda a construção, incluindo revestimentos das paredes, pisos e tetos.

Portanto, quanto maior a presença de itens inflamáveis e combustíveis, maior o risco de incêndio. Assim, é possível prevenir-se ao utilizar os equipamentos mais adequados, na quantidade e posicionamentos corretos.

Para melhor entendimento, iremos detalhar alguns tipos de construções que se encaixam em cada tipo de risco de incêndio. Um pequeno detalhe: a melhor prevenção acontece ainda em estágio de obras. Então não deixe para depois!

Risco Baixo

Em geral, estas edificações não possuem muito combustível no seu interior ou revestimento. Eles podem ser locais: Residenciais, Prédios Públicos, Escolas, Comércios, Microempresas, Empresas de pequeno porte e Microempreendedores Individuais.

Tome cuidado com a categoria de comércios! Na verdade, é preciso analisar caso a caso para ter certeza que o risco de incêndio é realmente leve. Um comerciante de bebidas destiladas, por exemplo, possui um risco bastante alto de incêndio na sua loja. Ao mesmo tempo, um comércio de jóias tem o risco razoavelmente baixo.

Analise as situações individualmente para ter certeza que está aplicando as medidas de proteção de incêndio adequadas. Além disso, muitos dos prédios considerados como risco de incêndio leve são usados para reunião de pessoas, como escolas e áreas residenciais. Por isso, as medidas de proteção contra incêndio ainda sim, são essenciais.

Os riscos podem ser baixos, mas caso o fogo aconteça ele pode gerar caos, tumulto, perda material e até mesmo mortes.

Risco Médio

Construções com risco médio possuem algum material combustível, porém não o suficiente para criar um acidente grande. Elas devem investir em medidas de proteção mais rígidas para garantir sua segurança. As áreas incluídas nessa classificação são: Hospitais e Laboratórios, Garagens, Comércios, Indústrias.

Risco Alto

Estas edificações obviamente precisam de medidas de proteção contra incêndio extremamente bem planejadas desde a obra. Como os riscos são altos, a quantidade de equipamentos como sprinklers e alarmes de incêndio devem ser adequados. Entre elas encontramos: Comércios, Indústrias, Mistas, Especiais.

Depois de saber o risco de incêndio que uma edificação pode apresentar, é chegada a hora de adequá-la para ter a melhor proteção possível. Para isso, você precisará de equipamentos de proteção e procedimentos adequados.

Para conhecer mais sobre os equipamentos de segurança contra incêndio e a importância da realização dos procedimentos adequados em seu estabelecimento, você pode consultar artigos anteriores presentes no site.

Deixe nos comentários! Gostou do texto? Comente, deixe o seu “gostei” e compartilhe!

A Atuação da Segurança do Trabalho em Espaços Confinados – NR 33

A segurança do trabalho exige muito conhecimento, afinal, são diversos tipos de ambientes de trabalho com diferentes riscos ambientais.

Você sabe como é o trabalho em Espaço Confinado? Como podemos proteger o trabalhador ao realizar as tarefas neste local? Vamos compreender quais são as medidas que o empregador deve tomar para garantir a proteção dos trabalhadores.

NR 33 – Segurança e Saúde nos Trabalhos em Espaço Confinado

Para assegurar a proteção dos colaboradores, primeiramente, é preciso conhecer a NR 33 que fala sobre o trabalho em espaço confinado e estabelece as principais medidas de segurança para realizar as atividades profissionais de maneira segura. Vejamos o que diz a norma regulamentadora nº 33:

Espaço Confinado é qualquer área ou ambiente não projetado para ocupação humana contínua, que possua meios limitados de entrada e saída, cuja ventilação existente é insuficiente para remover contaminantes ou onde possa existir a deficiência ou enriquecimento de oxigênio.

Exemplos de ambientes de trabalho nestas condições:

O espaço confinado se apresenta em diversos setores do nosso país, como construção civil, indústria alimentícia, indústria naval, agricultura, agro-indústria, siderúrgicas, metalúrgicas, entre outros. É preciso muita atenção e treinamento para exercer as atividades neste local de trabalho, por isso, o treinamento e conhecimento são fundamentais para o trabalhador realizar as tarefas com tranquilidade e segurança. Portanto, todos os setores que realizam o trabalho em espaço confinado devem cumprir a NR 33 com as obrigações dos empregadores e empregados, assim como outras legislações sobre o assunto como ABNT, NBR, por exemplo.

A norma regulamentadora 33 fala sobre alguns itens necessários para a segurança do trabalho dos colaboradores nestes ambientes, como:

Objetivo e Definição, Responsabilidades do empregador e do empregado, Medidas Administrativas, Gestão de Segurança e Saúde em Espaço Confinado, PET – Permissão de Entrada e Trabalho, Capacitação para trabalhos em Espaço Confinado, Emergência e Salvamento.

Como já mencionado anteriormente, é essencial a realização de treinamento para a capacitação dos colaboradores envolvidos, tantos dos supervisores, vigias e os trabalhadores autorizados. Pois, encontramos diferentes tipos de riscos ambientais que devem ser de conhecimento de todos, assim como, as medidas de segurança e prevenção de acidentes de trabalho.

Equipamentos para o Trabalho em Espaço Confinado

Os EPIs são peças fundamentais para proteger o trabalhador durante a jornada de trabalho. Por este motivo, identificar os Equipamentos de Proteção Individual adequados e apresentar a maneira correta de utilização, é de extrema importância para reduzir ou até mesmo eliminar os riscos existentes.

Veja os principais equipamentos de segurança que serão necessários para o cumprimento dos trabalhos em Espaço Confinado:

Cinto de Segurança para Espaço Confinado, Tripé com Suporte para Ancoragem, Soprador Pneumático, Placas de Sinalização, Insuflador/Exaustor, Duto para Insuflador/Exaustor, Guincho sobe e desce, Aparelho de Detecção de Gases.

O reconhecimento dos riscos no espaço confinado é obrigatório para que seja possível estabelecer as medidas de proteção ideais para combater os agentes ambientais.

Lembrando que, muitas vezes, não conseguimos enxergar o risco visualmente, pois o mesmo, pode ser imperceptível aos nossos olhos, como no caso dos gases. Neste caso, os detectores de gases irão auxiliar o profissional da segurança do trabalho à identificar e avaliar o nível de exposição dos riscos encontrados.

Deixe nos comentários! Gostou do texto? Comente, deixe o seu “gostei” e compartilhe!

A Importância do SDAI e Equipamentos de Segurança Contra Incêndio nas Edificações.

Incêndio é coisa séria, a melhor forma de se combater um incêndio é com medidas preventivas, além é claro, de equipamentos de segurança contra incêndio.

Entretanto, você sabe quais os principais equipamentos de segurança contra incêndio existentes, e quais as suas funções?

Neste artigo, além de apresentarmos os principais itens de segurança contra incêndio, faremos uma breve explanação de cada um deles.

Mangueiras de Incêndio

Todo prédio bem estruturado e dentro das normas de segurança possui abrigos para mangueiras de incêndio. Existem cinco tipos de mangueiras e seus diâmetros são variados, sendo eles 2.1/2” e 1.1/2”. As mangueiras de incêndio canalizam a água propiciando um controle do incêndio ao direcionar o jato d’água.

Atualmente contamos com cinco tipos de mangueiras:

  • Tipo nº 1: Predial

Destina-se a Prédios e Residências, possui pressão máxima de 10kgf /cm2.

  • Tipo nº 2: Industrial

Destina-se a Indústria, possui pressão máxima de 14kgf/mc2.

  • Tipo nº 3: Indústria Naval

Destina-se a Indústria Naval / Corpo de bombeiros, possui pressão máxima de 15 kgf/cm2.

  • Tipo nº 4: Corpo de Bombeiros / indústria Petroquímica

Destina-se ao Corpo de Bombeiros e Indústrias Petroquímicas, possui pressão de 15kgf /cm2.

  • Tipo nº 5: Resistência a Abrasão e Superfícies Quentes

Indústria Pesada / Corpo de Bombeiros, possui pressão de 14kgf/cm2.

Extintores de Incêndio

É o equipamento de segurança contra incêndio mais acessível e também o mais conhecido. O seu funcionamento baseia-se em uma pressão interna do recipiente, contendo água, pó ou qualquer componente químico destinado ao combate ao foco do incêndio.

Fácil de manusear, é utilizado para o combate a princípios de incêndio.

Seu funcionamento é basicamente simples:

1º Verificar através do manômetro se o equipamento encontra-se pressurizado;

2º Retirar o lacre e o pino de segurança;

3º Direcionar o jato ao foco do incêndio, e apertar o gatilho.

Vale lembrar que, cada extintor recebe uma classificação com o seu modelo e sua indicação para qual tipo de classe de incêndio é indicado. É de extrema importância obedecer a sua finalidade específica no combate ao incêndio.

Sinalização de Emergência

Em tratando-se de evitar focos de incêndio e principalmente de salvar vidas, talvez este seja um dos itens mais importantes. A Sinalização de Segurança.

Em termos simples, o objetivo da sinalização é gerar um conjunto de estímulos com o intuito de informar uma pessoa sobre qual a melhor conduta a se tomar diante de uma condição e ou situação. E esta comunicação quando bem empregada, salva vidas e evita até mesmo grandes desastres.

As sinalizações podem ser indicativas de rotas de fuga e/ou indicativas de equipamentos de prevenção e combate à incêndio.

Sistemas de Detecção e Alarme de Incêndio

O sistema de detecção e alarme de incêndio é extremamente importante para garantir a segurança e prevenção contra incêndios em diversos locais, principalmente em lugares com grande circulação de pessoas como: escolas, prédios, galpões, indústrias e etc., são apenas alguns exemplos de onde o sistema de detecção e alarme de incêndio pode ser implantando.

Basicamente, um sistema de detecção e alarme de incêndio conta com um conjunto de acessórios que juntos fazem a segurança e prevenção dos incêndios. Existem diferentes tipos de sistema de detecção e alarme de incêndio. Alguns podem ser convencionais, digitais, analógicos ou endereçáveis. Os equipamentos são elaborados de acordo com o local a ser instalado, mas, todos são programados para oferecer total eficiência e qualidade.

O sistema de detecção e alarme de incêndio é composto por:

1- Central de Alarme: os sistemas de detecção de incêndio são compostos por detectores automáticos. Estes detectam várias ocorrências, como o fumaça, chamas ou calor. Por sua vez, a central de incêndio recebe os sinais dos detetores automáticos, na sequência, envia informações para os dispositivos de sinalização audiovisual ou sonora, como sirenes e luzes de emergência.

2- Detectores de Fumaça e Temperatura: instalados estrategicamente no ambiente, detectando a presença irregular de fumaça ou calor no local através de dispositivo automático. Esses equipamentos funcionam integrados a uma central de detecção, que recebe esses alertas acionando os alarmes e outros acessórios do sistema de detecção e alarme de incêndio.

3- Sprinklers: é um dispositivo comumente utilizado no combate a incêndios. Ele é composto de uma “armadura” e um elemento sensível, chamado bulbo. No interior do bulbo um líquido se expande a uma determinada temperatura de maneira que a cápsula seja rompida, quando um incêndio for iniciado, liberando a água para atuar no combate. As temperaturas nominais mais utilizadas no Brasil são: 68°C, 79°C, 93°C e 141°C.

 

 

Dentro da linha de equipamentos fixos de combate a incêndios, os sprinklers tem se mostrado um dos meios mais eficientes e econômicos, que podem diminuir os prejuízos à sua propriedade. Talvez, seja porque são sistemas anti incêndios que funcionam sem a necessidade da ação humana imediata, já que são instalados nos ambientes, produzindo sua “chuva” característica quando a temperatura atinge níveis elevados.

4- Acionador Manual: é um dispositivo que pode ser acionado manualmente por qualquer pessoa. Ele deve ser utilizado quando o foco de incêndio não for identificado de imediato por outros dispositivos, tais como: detectores de fumaça. Por esse motivo, deve ser instalado em pontos estratégicos de paredes e corredores, a uma altura padrão, acessível para qualquer indivíduo. Existem diferentes modelos de acionadores disponíveis no mercado, que podem ser escolhidos conforme a necessidade da aplicação.

O mais conhecido é aquele que possui uma pequena tela de vidro, que deve ser quebrada com um martelinho para disparar o comunicado. Contudo, modelos mais modernos também estão se popularizando no mercado e exigem apenas que um botão já centralizado seja apertado ou puxado para sinalizar a central.

5- Sinalizadores Audiovisuais ou Sirenes: pode ser compreendido como uma adição importante a qualquer sistema anti-incêndio, pois tem função de alertar e de orientar uma rápida evacuação do local. Este equipamento pode ser sonoro ou audiovisual. Este sistema possui função dupla para proteção e orientação de ambientes em casos de incêndio, e pode ser definido como um sistema de luzes e sons que são emitidos a partir da detecção de sinais de fumaça, incêndios e até mesmo na eventualidade de abandonar a edificação.

6- Sistema de Pressurização de Escadas de Emergência: tem como principal objetivo manter o local livre de fumaça e gases tóxicos, conforme determina a Instrução Técnica Nº 13/2018 do Corpo de Bombeiros da Polícia Militar do Estado de São Paulo.

Com a atuação deste sistema a escada de emergência fica livre de fumaça mesmo com a ocorrência de um incêndio, facilitando a saída das pessoas que se encontram no edifício e evitando intoxicações que podem até levar à morte por asfixia. Esse sistema ainda permite que os militares do Corpo de Bombeiros tenham fácil acesso para combater o fogo.

O sistema de pressurização de escadas é composto por ventiladores com motor elétrico, que são montados em um local isolado e onde o ar externo pode ser captado por venezianas equipadas com filtros metálicos com a finalidade de reter partículas grossas como poeiras. A ventilação é realizada por grelhas de insuflamento, que são colocadas separadamente nos andares de modo alternado. Todos os pontos de saída precisam ser balanceados para permitir que todo o ar saia corretamente de cada grelha.

Para que a pressurização da escada de incêndio seja perfeita, são necessários quatro elementos essenciais: sistema de acionamento pelo Sistema de Detecção de Alarme e Incêndio (SDAI), captação do ar externo mecanicamente, insuflamento de ar e fonte de energia garantida.

Outro ponto chave desse processo é a fonte de energia, pois o fornecimento de energia elétrica é fundamental para que o sistema possa oferecer a segurança na evacuação do edifício. Além da fonte de energia principal, é necessário que exista uma fonte de emergência para se a primeira não funcionar.

O sistema de detecção e alarme de incêndio pode ser convencional, analógico ou programado a partir de endereços, configurados a pedido do cliente, para que os sinais sejam enviados para locais específicos”.

Iluminação de Emergência

A Iluminação de Emergência diz respeito aquelas lâmpadas que são acionadas quando por algum motivo, a energia elétrica é interrompida. Em locais com mais de um pavimento e com grande movimento de pessoas é obrigatório este tipo de equipamento de segurança.

Este equipamento visa iluminar o caminho em casos de incêndio.

Portas Corta-Fogo

A porta corta-fogo, também conhecida como PCF é uma porta utilizada com a finalidade de garantir a proteção contra incêndios realizando a compartimentação entre ambientes, justamente por isso elas são resistentes ao fogo. Além do fogo, ela impede a passagem da fumaça e facilita a fuga e o resgate de pessoas.

Esta porta é comum em shoppings centers, prédios, teatros, cinemas e outras construções. É requerida em edifícios comerciais ou residenciais, casas, instalações industriais, marítimas, dentre outros projetos. É considerado um produto seguro, entretanto, se não for realizado teste de qualidade sua eficácia pode ser comprometida até mesmo pelo seu uso inadequado.

Sempre aconselhamos a buscar orientações de especialistas da área antes de fazer o seu projeto. Incluir todos os itens obrigatórios desde o inicio do projeto evita problemas futuros, reduzindo os custos finais com o planejamento.

Deixe nos comentários! Gostou do texto? Comente, deixe o seu “gostei” e compartilhe!

Você sabe o que é AVCB?

Quando pensamos em uma edificação sabemos que muitas são as medidas e licenças exigidas para que esta seja considerada uma edificação segura, apta ao trânsito ou moradia de pessoas. Sabemos também que a média de incêndios em São Paulo é de aproximadamente 70 mil incêndios ao ano, e é nesse contexto, em vista dessa realidade que o AVCB se faz necessário.

Afinal, o que é AVCB?

O Auto de Vistoria do Corpo de Bombeiros, o AVCB é o documento cuja responsabilidade de emissão fica por conta do Corpo de Bombeiros da Polícia Militar do Estado de São Paulo (CBPMESP). Trata-se da licença que comprova, por meio de vistoria prévia, que determinada edificação atende todos os critérios e condições de segurança contra incêndios e pânico.

Qual o objetivo fundamental do AVCB?

Como o AVCB se trata da comprovação da implantação de uma série de medidas, ou seja, um sistema de proteção cuja finalidade é a preservação, não só do patrimônio, mas principalmente da vida. A ideia da obrigatoriedade do documento é evitar que situações como aquela ocorrida em 2013, na cidade de Santa Maria – RS se repita. Nesse caso em particular, onde um incêndio matou 242 pessoas, sabe-se que não foi apenas o fogo o responsável por esse lamentável incidente, mas a falta de recursos, equipamentos, rotas de fuga e controle, enfim. A partir do AVCB é que esse tipo de realidade pode ser prevenida ou até descartada da rotina de diversas edificações, sejam estas comerciais ou não.

O AVCB é obrigatório?

De acordo com o Decreto Estadual (SP) nº 56.819, de 10 de março de 2011, todas as edificações, com exceção daquelas em que reside uma família apenas, devem possuir o documento de Auto de Vistoria. Porém, nesse sentido, algumas regras devem ser observadas, uma vez que, algumas edificações exigem um Projeto Técnico, minuciosamente desenhado conforme as legislações e normas técnicas exigidas para aquele determinado tipo de construção.

Imóveis com área superior a 750 m², por exemplo, exigem a aplicação de um Projeto Técnico, feito conforme as instruções do Corpo de Bombeiros, o qual também inclui Anotações de Responsabilidade Técnica (ARTs) e laudos. Esse Projeto deve ser assinado por um profissional habilitado, ou seja, um Engenheiro de Segurança, garantindo então um projeto seguro e válido.

Medidas exigidas para a implantação de AVCB

Ao solicitar a vistoria para a aquisição do laudo, algumas medidas são necessárias, tais como a instalação dos seguintes itens:

  • Escadas de incêndio;
  • Portas corta-fogo;
  • Iluminação de emergência;
  • Extintor de incêndio;
  • Hidrantes;
  • Detectores de fumaça e mais.

Esses são apenas alguns exemplos, cada projeto é analisado conforme uma série de critérios, conforme dito anteriormente.

O AVCB é pago?

Para a emissão do Auto de Vistoria pelo CBPMESP, são cobradas as seguintes taxas:

  • Taxas de Análise;
  • E Taxas de Vistoria.

Essas taxas são calculadas com base na área da edificação em m² e com base na Unidade Fiscal do Estado de São Paulo (UFESPs), a qual estabelece que edificações paguem as taxas proporcionalmente a sua área, ou seja: as maiores pagam mais taxas, já aquelas menores pagam menos.

Qual o prazo de validade do AVCB ?

O prazo de validade de uma Auto de Vistoria varia entre um e cinco anos, dependendo da edificação, do tipo de ocupação, assim como de suas particularidades construtivas. Uma vez vencido, o documento deve ser renovado ou também caso haja qualquer alteração estrutural na edificação. Lembrando que o AVCB pode ser caçado se esses cuidados não forem tomados. Saber o que é AVCB é tão importante quanto saber como adquirir e manter a vistoria em dia.

Se seu prédio ou empresa ainda não possui o AVCB, corra e regularize, pois essa é uma medida de proteção e de segurança de fundamental importância, até mesmo para contratações de seguro e aquisição de documentos, tais como Habite-se e etc.

Deixe nos comentários! Gostou do texto? Comente, deixe o seu “gostei” e compartilhe!

Segurança de Solo para Operações em Helipontos

Muitos podem até não acreditar, mas o Brasil possui a quarta maior frota de helicópteros do mundo, de acordo com a Forbes. Baseado nisso, é possível perceber o quanto helipontos são investimentos de extrema importância. A ANAC, Agência Nacional de Aviação Civil, também está ciente dessa oportunidade, portanto definiu algumas medidas de segurança com o objetivo de evitar acidentes nesse mercado em expansão, como uma certificação que atesta as condições de segurança de um heliponto, com validade de 5 anos, com necessidade de revisões periódicas do enquadramento com as normas.

Heliponto é uma área destinada exclusivamente a pouso e decolagens de helicópteros. Por extensão, compreende-se que heliponto seja uma instalação reservada e com muita segurança, como sendo ele elevado ou a nível do solo.

O heliporto difere do heliponto na estrutura ao redor e permite que se façam carregamentos e descarregamentos, abastecimentos, estacionamento e manutenção de helicópteros. Quando localizado sobre estrutura flutuante ou fixa offshore, pode ser chamado de Helideck.

Esses lugares específicos de pouso e decolagem de aeronaves precisam contar com um forte esquema de prevenção para que a segurança durante todos os procedimentos no local seja impecável.

Todos os Acidentes Podem e devem ser Evitados

Nenhum acidente ocorre por fatalidade, mas sim por deficiências enquadradas em três fatores básicos: humano, material e operacional. Uma vez identificados e analisados todos os fatores participantes nos acidentes, podemos constatar que existem e estão disponíveis medidas adequadas a neutraliza-los.

Todos os Acidentes Resultam de uma Seqüência de Eventos e Nunca de uma “Causa” Isolada

Os acidentes aeronáuticos são sempre o resultado da combinação de vários riscos diferentes, os chamados “fatores contribuintes”. Cada fator contribuinte pode ser interpretado como um elo de uma corrente, que está sempre ligado a outro elo. Se o analisarmos isoladamente, poderemos achá-lo até insignificante, contudo ao abrangermos o espectro, veremos que ele tem uma participação crucial para o desenrolar de um acidente. Em processos de investigação mais atuais não é novidade, ao analisarmos especificamente um elo, descobrirmos que ele é composto por uma outra corrente de eventos que o influenciavam.

Prevenção de Acidentes é uma Tarefa que Requer Mobilização Geral

A prevenção de acidentes, por sua natureza, não produz os efeitos desejados senão sob a forma de mobilização geral. Para alcançar seus objetivos, todos,  sem distinção, têm que se integrar no esforço global e ao mesmo tempo, têm que se conscientizar de que segurança deve ser algo inerente, integrante de tudo que fazemos.

Em Prevenção de Acidentes não há Segredos nem Bandeiras

A troca de informações exclusivas de prevenção é uma missão nobre. Ela não visa nada mais que a segurança de todos, a nossa segurança e como tal, o bem comum. Infelizmente, ainda é comum presenciarmos empresas ou organizações que tratam as informações sobre segurança de voo como algo sigiloso. Devemos sempre estimular a troca de informações e um bom relacionamento entre os setores de segurança de voo de todas as
empresas.

Além do trauma na vida das pessoas lesionadas, esses acidentes e incidentes provocam atrasos nos voos, desperdício de horas de trabalho dos empregados, aumento no valor dos seguros, despesas médicas e outros custos. Estima-se que, anualmente no mundo, mais de três bilhões de dólares
sejam perdidos somente com danos em equipamentos durante essas operações.

Cerca de 58%, ocorrem durante a chegada das aeronaves, enquanto 35% acontecem durante a partida. Os demais incidentes (7%) ocorrem durante operações distintas tais como mudança na posição de estacionamento, etc.

Mais de 60% dos danos ocorrem nos equipamentos de solos e, em conseqüência, esses auxílios e seus operadores estão mais vulneráveis aos incidentes de operação no pátio de estacionamento de aeronaves. Em 8% dos casos, pessoas sofreram algum tipo de lesão, dos quais cerca de dois terços foram causados a integrantes da equipe de terra.

Outro fato importante, é que a maioria dos incidentes e acidentes ocorreram na própria área de torque ou no seu trecho de táxi de estacionamento próximo da posição final da aeronave, incluindo cerca de 6 metros.

Preocupando-se com a segurança de solo e a prevenção de incêndios e acidentes, a convivência de helicópteros com pessoas em helipontos, pede alguns cuidados especiais:

  1. O melhor local para se aguardar a chegada ou saída de um helicóptero é do lado externo da cerca de segurança ou área de torque;
  2. Quando ela não existir, aguarde a uma distância mínima de 3 metros da borda da periferia da área de pouso e decolagem (perímetro maior);
  3. Nas atividades de pouso e decolagens, sempre se faça visível aos tripulantes do helicóptero. Isto ajudará nos contatos gestuais entre as pessoas em solo e os tripulantes;
  4. Se for necessária a aproximação com a aeronave em funcionamento, permaneça levemente abaixado e o mais próximo a ela;
  5. Nunca se aproxime de um helicóptero pelo rotor de cauda, pois estando em regime de operação, a alta rotação gera a impossibilidade de visualização, podendo ocasionar grave acidente ou até mesmo a morte;
  6. Alguns helicópteros podem ter um batimento das pás do rotor principal de até 1,60 mts e altura, a partir da ponta das pás. Desta maneira se curve para se aproximar e se distanciar do helicóptero até o local fora do alcance das pás do rotor principal (área de segurança);
  7. O acesso ao heliponto é permitido apenas para pessoas autorizadas;
  8. Proibido o acesso para crianças desacompanhadas;
  9. Não utilize chapéu, boné, cachecol, crachá ou qualquer outro utensílio que possa se desprender de seu corpo;
  10. Esteja sempre atento e não corra na plataforma;
  11. Ao entrar na aeronave, informe-se sobre as normas de segurança interna do helicóptero;
  12. Em caso de princípio de incêndio utilize os extintores existentes próximos a plataforma de pouso.

Lembrando que, esses lugares específicos de pouso e decolagem de aeronaves precisam contar com a presença de equipe especializada em prevenção e combate à incêndios  para que a segurança durante todos os procedimentos no local seja impecável. Isso é essencial para que acidentes possam ser evitados.

Deixe nos comentários! Gostou do texto? Comente, deixe o seu “gostei” e compartilhe!