Incêndio Classe K: Tudo que você precisa saber.

A combinação de partículas de gorduras e condensados de óleos inflamáveis conduzidos pelo sistema de exaustão de cozinhas, associada ao potencial de ignição dos equipamentos de cocção, resultam em um risco maior de incêndios do que os normalmente encontrados em sistemas de ventilação.

Incêndios que envolvem meios usados para cozinhar como óleo de cozinha, gordura e a banha, já por algum tempo, têm sido o principal fator de danos materiais, tendo provocado vítimas fatais ou não.

Com o tempo, a evolução e a alta eficiência dos equipamentos de cozinhas industriais e comerciais, somadas ao uso de óleos não saturados e a altas temperaturas contribuíram para o aumento significativo dos riscos de incêndios mais fortes, o que forçou à criação de uma nova classificação para incêndios, como os desse tipo: a classe K.

Os extintores, de modo geral, são equipamentos eficazes no combate das chamas logo no início de um incêndio e a sua função principal é conter o fogo e evitar que ele se propague. Um extintor pode controlar e extinguir o foco do incêndio, o que, com certeza, irá garantir o patrimônio e a segurança das pessoas que estiverem presentes no local.

Se compararmos com líquidos inflamáveis, veremos que incêndios em cozinhas industriais e fritadeiras, em particular, são unicamente diferentes e bem mais difíceis de apagar, o que ajudou na criação dessa nova categoria de incêndios. Nesse caso, a extinção do fogo se dá porque todo o meio de cozinhar, animal ou vegetal, líquido ou sólido, que possa provocar o início de um incêndio, contém um certo nível de gordura saturada que, ao entrar em contato com um agente extintor de base alcalina (como o extintor classe K), à altas temperaturas, provoca uma reação, chamada de saponificação. Essa reação forma uma espuma, que consegue abafar o fogo e conter os vapores inflamáveis e o combustível quente.

Por esse motivo se desenvolveu o agente saponificante de classe K. Este agente, ao ser aplicado com uma névoa fina, apresenta a vantagem de poder resfriar o meio de cozimento e, assim, abaixar a temperatura, tornando-se o agente mais eficiente, para combater esse tipo de incêndio.

O extintor classe k é utilizado em locais que se preparam alimentos, como em praças de alimentação, restaurantes, cantinas, cafeterias, lojas de conveniência, dentre outros. Especificamente, o extintor classe k, possui alta eficiência em cozinhas industriais e isso se deve porque esse tipo de extintor foi criado, especialmente, com a intenção de combater incidentes com óleos, banhas e gorduras quentes, que são considerados perigosos e absolutamente difíceis de apagar.

Normalmente, o extintor classe k é fabricado em aço inoxidável e possui a função de assegurar uma melhor visibilidade no momento de sua utilização, é fornecido também pintado em vermelho para atendimento completo da portaria 05 do INMETRO. Os agentes desse extintor trabalham para interromper a reação química do fogo, criando a chamada camada protetora na superfície que está sendo afetada.

 

COMO FUNCIONA UM EXTINTOR CLASSE K

Basicamente, um extintor classe k é composto por um agente chamado base alcalina que, quando entra em contato com algum nível de gordura saturada, aliado a altos níveis de temperatura, imediatamente é causada uma reação chamada saponificação. É exatamente nesse processo que é formado uma espuma, capaz de extinguir e conter a combustão, em outras palavras, com essa saponificação o fogo passa por um processo de resfriamento e a espuma trabalha como um tipo de asfixiante.

Os extintores de classe K são reconhecidos como os mais eficientes para a proteção de operações de cozinhas industriais, e são altamente recomendados por normas internacionais, como a NFPA 10, desde de sua versão do ano de 1998.

Além disso, já contamos no mercado com o sistema de proteção automática. Este sistema, indicado para cozinhas profissionais, atua automaticamente através de detectores de temperatura ou manualmente pelo operador. A proteção com este sistema, abrange tanto a coifa quanto o duto, dispensando o uso do CO2 para esta aplicação. Este sistema é fornecido com cilindros em aço inox carregados com 15 ou 23 litros de agente saponificante.

Com este sistema, é possível proteger desde uma simples grelha até uma cozinha inteira, sendo que seu acionamento pode ser tanto automático como manual. Com a descarga do agente extintor sobre os equipamentos de cocção e filtros, as superfícies são resfriadas e ocorre a sua reação com a gordura quente (saponificação), formando uma camada isolante que priva a gordura do contato com o ar, evitando-se, assim, a emissão de vapores inflamáveis.

 

Vale lembrar que o uso do CO2 para proteção da coifa é vedado pela norma NBR 14518 – item 5.5.4.1.6. e a IT 38/2004 do Corpo de Bombeiros do estado de São Paulo.

Falando ainda em emergências com esta classe de incêndio, é de extrema importância que algumas atitudes sejam adotadas de modo geral, para evitar incêndios na cozinha:

1 – O gás é um dos grandes vilões na cozinha. Verifique se estão bem ajustados o regulador de pressão, a mangueira e a abraçadeira (peça que veda a mangueira e válvula de gás, para não haja escape). A troca do equipamento deve ser realizada a cada cinco anos;

2 – Em caso de vazamento de gás, não acenda ou apague a luz e nem risque fósforo. Qualquer faísca pode provocar incêndio;

3 – Para verificar se há vazamento no cilindro, passe uma esponja com detergente nas conexões, na mangueira e no regulador. Se aparecer bolhas pode haver vazamento;

4 – Manuseie botijões de gás com cuidado. Os botijões devem ser armazenados em locais bem limpos, ventilados, livres de óleo e graxa, protegidos contra chuva, sol e outras fontes de calor;

5 – As roupas, utilizadas pelos profissionais da cozinha, devem ser justas e mangas apertadas;

6 – Não coloque materiais com fácil combustibilidade perto do fogão, como: papel toalha, alumínio e líquidos inflamáveis;

7 – Para evitar aquecimentos e situações de curto-circuito, é importante utilizar sempre tomadas com ligação terra;

8 – Verifique as instalações elétricas! Não ligue vários equipamentos em uma única tomada. Isso pode causar sobrecarga no condutor elétrico e risco de curto-circuito. Fique atento aos fios não encapados;

9 – Esteja sempre atento às panelas. Verifique se os cabos não estão para fora, para evitar quedas ou queimaduras graves;

10 – Não deixe óleo aquecer por muito tempo;

11 – Caso se inicie um incêndio na panela, não jogue água!!! Este procedimento pode provocar um choque térmico e gerar uma grande explosão. MOLHE um pano, torça-o, retirando o excesso de água, para que este NÃO PINGUE, coloque o pano sobre a panela/frigideira e espere até que esfrie (não saia mais vapor);

12 – Não fume dentro da cozinha;

13 – Em qualquer situação de emergência, acione imediatamente o Corpo de Bombeiros.

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