Custos com acidente de trabalho. O problema não é meu!

Quantas vezes já ouvi colegas comentando que a empresa na qual trabalham não investe em saúde e segurança do trabalho…

Destes comentários ouço principalmente que os projetos e melhorias propostos nunca são aceitos.

É fato que existem realidades diversas e cada profissional de segurança do trabalho tem sua vivência e contexto exclusivo. Mas, uma dúvida que sempre me ocorre é:

Será que estamos “vendendo” bem a ideia ao gestor ou à alta gestão da empresa?

Na grande maioria das vezes a pessoa que receberá a nossa proposta não é alguém da área de saúde e segurança do trabalho, mas é alguém que detém de conhecimento com números.

Este é um caminho válido a ser explorado por nós quando temos uma proposta de melhoria em algum setor para extinguir ou reduzir algum risco.

Não preciso de problemas, preciso de soluções!

Inspecionar os setores, levantar dados e emitir os relatórios dos desvios são ações extremamente importantes para o andamento das boas práticas de SST, porém, apenas despachar os relatórios para os gestores ou para a área de manutenção é deixar bem claro para administração da companhia que “o problema não é nosso” e ainda que “não está mais no meu colo”.

Verificar e apontar todo o profissional de segurança do trabalho faz!

Se destaca na multidão aquele que busca entender a dificuldade do setor, alinha com os responsáveis pela adequação e, em conjunto, emite o parecer com uma previsão de custos para adequação.

Vou além, temos casos em que a situação irregular é apontada e nem uma simples simulação de custos com possível autuação é mencionada ao administrador.

Uma proposta de melhoria que segue para o gestor com o custo de adequação, mas, que segue acompanhada de comparativo de custos com afastamentos, custo com FAP, tempo de retorno do recurso e etc tende a ter melhor aceitação. Dessa forma, o processo tente a receber melhor colocação da demanda na lista de prioridades do empregador.

Pense em quantificar/levantar os acidentes que já ocorreram por conta da situação apontada, processos trabalhistas, afastamentos, recolocações, e não esqueça dos aspectos de efeitos não mensuráveis como o baixo nível de engajamento das equipes entre outros.

O papo aqui não é sobre deixar de fazer o apontamento ou de fazer trabalho de outras áreas, e sim de utilizar da integração com as demais áreas para apresentarmos projetos melhor estruturados no objetivo de embasarmos tecnicamente a solicitação de investimento em saúde e segurança do trabalho.

Lembre que um trabalho do SESMT dosado de dedicação, integração e empatia tem reflexo direto nas condições de trabalho de toda a equipe das frentes de trabalho, inclusive da sua!

Com propriedade para vender a proposta de melhoria, inevitavelmente o gestor verá você como profissional ou ao seu departamento, como pessoas bem colocadas na empresa, conhecedores dos processos e como um canal aberto entre a administração e os diversos níveis hierárquicos da instituição.

Se convencido, o administrador não verá seu projeto como custo e sim investimento!

Afinal, das melhorias das condições ambientais de trabalho, EPI é o último na fila, pois, só EPI não basta!

Comente aí ideias legais utilizadas nos projetos que você com as quais você obteve sucesso.

Abraço…

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