Como melhorar a percepção do risco em uma unidade de processo?

Uma das principais dificuldades encontradas pelas equipes que desenvolvem trabalhos dentro de uma planta industrial, está em conhecer os riscos que as rodeiam. Essa percepção está muitas vezes relacionada com a familiarização com os processos.

Essa familiarização pode acontecer de diversas formas. Abaixo, elencamos algumas delas:

  • Conhecimento sobre as propriedades físico-químicas das substâncias envolvidas: como por exemplo, o ponto de fulgor, toxidade, reatividade, pressão ou temperatura definidas no processo. Os perigos de acordo com cada uma dessas propriedades pode gerar explosão, incêndio, derramamentos, tendo consequências diversas as pessoas como intoxicação e queimaduras químicas ou térmicas.
  • Estudos sobre o projeto do processo ou das condições operacionais: conhecer como ocorrem misturas, mudanças de fase ou transferências dentro dos equipamentos e em quais deles essas podem gerar risco para o processo é importante para as equipes que trabalham dentro de uma instalação industrial. Os projetos contemplam documentos como fluxogramas, memoriais descritivos, memoriais de cálculo, folhas de dados das mais diversas disciplinas envolvidas no processo que auxiliam nesse entendimento.
  • Inventário dos produtos presentes na instalação: além das propriedades físico-químicas, a quantidade de material perigoso envolvido seja ela contido em equipamentos, tubulações e até estocagens para uso futuro, que podem estar ligados a um possível evento potencial.

  • Localização das pessoas e dos ativos em relação ao perigo: em grande parte dos projetos atuais, são contemplados estudos relacionados a dispersão de gases e atmosferas explosivas, por exemplo. Existem ainda estudos de vulnerabilidade, que de acordo com as severidades que os eventos acidentais podem apresentar, devem ser levados em consideração para o conhecimento e familiarização.
  • Frequência em que os processos ocorrem: a operação de equipamentos como válvulas, drenos, purgadores podem apresentar durante seu ciclo de vida possibilidade de perda de contenção, sejam por conta das vezes as quais o sistema seja acionado ou ainda de pelo produto que passa por estes. Essas indicações são importantes para questões relacionadas a manutenção, inspeção e também otimização.

  • Histórico de eventos acidentais em indústrias correlatas e eventos já ocorridos na instalação presente: em eventos acidentais, órgãos diversos sejam eles autarquias ou reguladores, solicitam relatórios de investigação de acordo com a severidade dos acidentes ocorridos, conforme seu prejuízo para vidas humanas, meio ambiente e patrimônio da empresa. Além disso, existem alertas que são emitidos, de modo a uniformizar as informações quanto ao acidente.

Importante mencionar que essas informações podem estar em maior ou menor disponibilidade de acordo com a maturidade da empresa em relação a sua cultura de segurança de processo. Os riscos também podem estar presentes de acordo com a fase do empreendimento, sejam no projeto, construção, comissionamento, condicionamento ou desativação. A empresa deve criar mecanismos para que todos os responsáveis pela planta possam sempre obter os conhecimentos necessários, esclarecendo dúvidas e mantendo um bom senso de vulnerabilidade.

E você, tem alguma sugestão para melhorarmos a percepção em relação aos riscos presentes em uma unidade de produção? Deixe abaixo nos comentários.

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