Desastres Naturais e Segurança de Processo

Uma das principais formas de prevenir acidentes de processo, como explosões, incêndios ou grandes vazamentos, está em conhecer bem o sistema que se está inserido. Entretanto, podem haver situações que são externas as unidades industriais, conhecidas como extramuros, que podem causar problemas internamente nas grandes indústrias. Entre essas situações podemos citar os desastres naturais.

Apesar do Brasil ter uma clima relativamente estável, onde não é comum encontrar eventos como tsunamis ou terremotos, ainda é possível perceber outros como descargas atmosféricas e inundações. Sendo assim, mesmo que em menor probabilidade, é necessário que os Planos de Respostas a Emergência abordem ações para prevenir e/ou mitigar situações onde possíveis desastres possam influenciar internamente.

Como exemplo de desastre natural que influenciou diretamente em uma indústria, temos o acidente na usina nuclear de Fukushima no Japão, ocorrido em 2011. Nesse acidente, a usina foi atingida por um tsunami provocado por um maremoto de magnitude 8,7. Como consequência, três dos seis reatores nucleares da unidade industrial derreteram, liberando grandes quantidades de material radioativo. Apesar de nenhuma morte por radiação tenha sido relatada, mais de 300 mil pessoas tiveram que ser deslocadas. Investigação realizada após o acidente mostrou que as principais causas relacionadas eram previsíveis e que grande parte das usinas existentes no Japão, não se tinha sistema de detecção e proteção contra tsumanis.

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Então, o que devemos fazer para esses tipos de acidente provocados por desastres naturais, bem como suas consequências sejam evitadas ou mitigadas? Abaixo segue algumas medidas que podem ser aplicadas:

  1. Inicialmente, é importante que se conheça o risco. Grande partes dos complexos industriais possuem estações meteorológicas próprias. Ainda é possível obter informações com serviços de meteorologia oficiais, se antecipando aos possíveis eventos que podem ocorrer.
  2. Muitas vezes o desastre não precisa acontecer na empresa para que essa seja influenciada por ele. Desastres naturais podem, por exemplo, impedir o acesso das pessoas a unidade industrial. Sendo assim, é preciso se ter um Plano de Contigência para que, com as pessoas que ainda estejam dentro da empresa, seja possível operar a unidade de forma segura. Logo, é preciso que as acomodações sejam melhoradas procurando diminuir o impacto relacionado a esse contigenciamento.
  3. Outro fator importante é ter a consciência que o evento pode influenciar diretamente no processo. Imaginem um raio venha atingir algum equipamento ou unidade de produção. Se estes não tiveram as proteções contra descargas atmosféricas bem projetadas, dimensionadas e mantidas, podemos ter um incêndio, por exemplo.
  4. Os Planos de Resposta a Emergência precisam acompanhar as possíveis modificações que o clima pode apresentar durante o tempo. Muitas das previsões meteorológicas são construídas através de séries históricas, possuindo boa precisão sobre o comportamento climático durante determinado período.

Dessa forma, manter-se vigilante quanto as variações climáticas, bem como conhecer estas condições durante o tempo, pode ajudar na construção de um sistema de prevenção e mitigação no caso de desastres naturais. Consequentemente, será possível diminuir a influência destes no processo produtivo, ajudando a manter a unidade industrial menos vulnerável e mais segura.

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